sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Seis rotas de trens turísticos no Brasil

trem campinas / jaguariúna

18/10/2017 - Folha de São Paulo
Além de ser um meio de transporte clássico, alguns trens turísticos também levam os seus passageiros para o passado, rendendo passeios com muito charme e história.
Veja a seguir algumas rotas com passeios em trens turísticos pelo Brasil.

CAMPINAS-JAGUARIÚNA (São Paulo)



O trajeto ganhará no dia 18 de novembro uma nova locomotiva se juntará à frota dos tradicionais trens a vapor do passeio. Há a opção de fazer o trajeto completo ou descer na metade, na estação de Tanquinho.
DURAÇÃO 3 horas e meia (48 km) ou 1h30 (24 km)
QUANTO R$ 100, no trajeto completo, ou R$ 80 o meio trajeto, ida e volta
SAÍDAS A partir de Campinas: sábados, às 10h10 (Jaguariúna) ou 15h (Tanquinho), domingos e feriados às 10h10 (Jaguariúna), 14h30 (Jaguariúna), 15h30 (Tanquinho); a partir de Jaguariúna: sábados às 15h (Tanquinho), domingos e feriados às 10h (Tanquinho), 12h30 (Campinas), 14h30 (Tanquinho).

PINDAMONHANGABA-CAMPOS DO JORDÃO (São Paulo)


O percurso do Trem de Serra tem uma estação Eugênio Lefèvre, que tem um mirante para o Vale do Paraíba.
DURAÇÃO 2 horas e 40 minutos
QUANTO R$ 76 (ida e volta), R$ 56 (somente ida)
SAÍDAS Sábados, às 9h.

TREM DA SERRA DA MANTIQUEIRA (Minas Gerais)



O trajeto vai de Passa Quatro à estação Coronel Fulgêncio, que fica a 1.100 metros de altitude na Serra da Mantiqueira. Há paradas para visitação em Manacá e Coronel Fulgêncio.
DURAÇÃO 2 horas (20 km)
QUANTO R$ 59,40 (promoção de 50% pelo site), ida e volta
SAÍDAS 21, 22 (disponível até o dia 19/10), 28 e 29 de outubro (disponível até o dia 26/10).

TREM DAS ÁGUAS (Minas Gerais)



O trem parte da estação de São Lourenço e segue até Soledade de Minas, ambas em Minas Gerais. Há duas classes no trem: turística, com bancos de madeira, e especial, com bancos estofados e degustação de produtos típicos da região.
DURAÇÃO 2 horas (10 km)
QUANTO R$ 60 (classe turística), R$ 80 (classe especial), ida e volta. Crianças de até cinco anos não pagam, caso estejam acompanhadas de um adulto
SAÍDAS Sábados às 10h ou 14h30; domingos às 10h.

TREM DA SERRA DO MAR PARANAENSE (Paraná)


Há opções de viagem deCuritiba a Morretes, no litoral paranaense, ou o contrário. Com 28 vagões, o trem tem cinco categorias. Apenas as passagens dos setores turístico e executivo podem ser compradas online.
DURAÇÃO 4 horas e 15 minutos
QUANTO de R$ 72 (setor econômico, trajeto Morretes-Curitiba) a R$ 1.080 (setor camarote, em cabine exclusiva para oito pessoas, no trajeto Curitiba-Morretes), somente ida
SAÍDAS Todos os dias, às 8h15 (Curitiba) e às 15h (Morretes).

TREM DOS IMIGRANTES (São Paulo)



Passeio rápido para quem está na capital paulista. O trem parte e volta para a sede da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), na Mooca, e segue um trajeto de três quilômetros até o Brás. A exceção é no primeiro final de semana de cada mês, quando o trem sai da plataforma do Museu da Imigração, também na Mooca.
DURAÇÃO 25 minutos
QUANTO R$ 20, em vagão restaurado de 1950, ou R$ 25, em vagão de 1928
SAÍDAS Sábados, domingos e feriados, das 11h às 16h, com saídas de hora em hora.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Doria promete bonde elétrico no centro de SP para 2020


27/09/2017 - Diário do Transporte

Nesta segunda-feira, dia 26 de setembro, mais de cinco meses após a primeira declaração do prefeito João Doria, ele prometeu publicamente que vai executar o projeto que propõe revitalizar o centro com bulevares e duas linhas turísticas de Veículo Leve Sobre Pneus (VLP), uma espécie de bondes modernos movidos a eletricidade. Nos mesmos moldes do VLT do Rio de Janeiro, o projetado por Lerner não circulará sobre trilhos.

O prazo inicial era de 12 anos, mas ontem o prefeito prometeu entregar os bondes modernos sobre pneus até 2020, sem cobradores e com cobrança de tarifa por celular. Ainda segundo Doria, o projeto inclui a construção do que ele chamou de “edifícios icônicos”, construções com potencial para serem marcos na paisagem da cidade.

O projeto ainda precisar de análise e aval da Câmara Municipal.

Segundo o prefeito, a implantação do projeto será bancada pela iniciativa privada, fundos de investimento (BNDES, Banco Interamericano de Desenvolvimento e do Banco Mundial), e por recursos da prefeitura.

O projeto foi oferecido à prefeitura pelo Secovi – sindicato do mercado imobiliário. O presidente do conselho consultivo do sindicato, Cláudio Bernardes, calcula em R$ 300 milhões o custo para implantar os bulevares nas principais avenidas do centro (como Rio Branco e Duque de Caxias), metade do preço, segundo ele, caso o projeto fosse de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).

Na apresentação do projeto, Sergio Avelleda, secretário de Mobilidade e Transportes, afirmou que as duas linhas circulares de VLP “vão contemplar pontos de interesse da cidade e privilegiar a conexão entre as estações de metrô, ônibus e trem”. Avelleda disse ainda que a operação será feita por operadores privados a partir de licitação.

Heloisa Proença, secretária de Urbanismo e Licenciamento, disse que grande parte do que traz o projeto depende de alterações de leis. “O melhor instrumento para se fazer isso é a alteração da Operação Urbana Centro. Isso porque grande parte da legislação regular de zoneamento do centro traz muitos imóveis tombados, muitas Zeis [Zonas Especiais de Interesse Social]. Isso tudo tem que ser tratado ao mesmo tempo para conseguirmos esse projeto de requalificação da área central”, disse Heloísa.

Em declaração ao jornal Folha de SP desta quarta-feira (27), o arquiteto e urbanista Kazuo Nakano teme que o projeto de revitalização do centro pode levar à expulsão das pessoas das classes baixas. “A classe de renda média já está mudando para o centro, morando em ‘studios’ de dez metros quadrados. A classe de renda baixa também está lá, só que em cortiços. Esse projeto pode gerar um processo de expulsão dos mais pobres do centro. O mercado dá conta da classe média. Cabe ao poder público corrigir a distorção e dar acesso aos 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Energia solar proporciona economia no metrô no Distrito Federal


20/09/2017 - Revista Ferroviária

O sol e a tecnologia serão responsáveis a partir de outubro por todo o sistema de energia das bilheterias, plataformas e iluminação da Estação Guariroba, no Distrito Federal. A informação do diretor-presidente do Metrô-DF surpreendeu boa parte do público da 23ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, na tarde de quarta-feira (20/09/2017), na Universidade Paulista (UNIP), na Rua Vergueiro, número 1.211, Paraíso, São Paulo.

Segundo Marcelo Dourado, a aquisição de placas fotovoltáicas para a cobertura da estação em Ceilândia custou cerca de R$ 1 milhão. As matérias-primas foram importadas e a montagem feita por uma empresa paulista, vencedora de uma licitação.

“Ganhamos prêmio da Organização das Nações Unidas há 4 meses com esse projeto. Da energia gerada, 32% vai para a estação e o restante fica como crédito para pagar a conta de luz de todo o sistema”, comentou o gestor.

O Metrô-DF atende 200 mil pessoas diariamente, ao longo de seus 44 quilômetros de extensão. A conta de luz do sistema é de R$ 3 milhões/mês. De acordo com Dourado, a recuperação do investimento em Guariroba ocorrerá em quatro anos e meio, um sinal evidente de economia a médio e longo prazo que beneficiará todo o transporte de passageiros sobre trilhos da cidade.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Governo abre processo para rescindir contrato do VLT de Cuiabá


03/10/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
O Governo do Estado instaurou um processo administrativo para rescisão unilateral do contrato das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A portaria foi assinada conjuntamente pela Secretaria de Estado de Cidades (Secid), Controladoria Geral do Estado e da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e consta no Diário Oficial de Contas que circulou ontem. A idoneidade do Consórcio VLT, responsável pelas obras do modal é colocada em “xeque”. Segundo o Governo, o objetivo é evitar mais prejuízo ao Estado.

A medida foi tomada com base na ‘Operação Descarrilho’ deflagrada pela Polícia Federal em agosto deste ano. A investigação apura crimes de fraude a procedimento licitatório, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais durante a escolha e execução do modal. A portaria lista 12 considerações que levaram à criação da Comissão Processante.

No documento o Governo alega que tentou restabelecer o contrato inclusive com tratativas com Consórcio VLT. Porém a Operação Descarrilho trouxe fatos desconhecidos pela gestão. Um dos fatos que será investigado é o pagamento de 3% do valor do contrato para serviços de engenharia a gestores à época de fechamento do acordo. Além da subcontratação irregular de empresas por meio de contrato com sobrepreço que teriam aberto canal para pagamento da propina.

A portaria menciona que os eventos ilícitos ora mencionados ensejam a rescisão contratual por culpa exclusiva da contratada, o Consórcio VLT. Traz como “fator provocador de rescisão por justa causa pela contratada, respectivamente, o cumprimento irregular de cláusulas contratuais, especificações ou prazos, a subcontratação com irregularidade, ainda que parcial, dos serviços objeto deste contrato, e o conhecimento, ainda que, a posteriori, de fato ou ato que afete a idoneidade da contratada ou de seus sócios/cotistas ou de seus gestores ou ainda de seus representantes”, cita trecho da portaria.

Eventuais superfaturamentos em itens contratuais executados pelo consórcio, com execução de serviços com preço acima do mercado, subcontratação irregular de empresas e inclusão, no preço destas, de quantia ilícita, que, também serão investigados. Com a instauração do procedimento, o Consórcio terá cinco dias para apresentar defesa.

O Consórcio VLT pode ser obrigado a restituir os cofres públicos e ser suspenso de participar de outras licitações. “Observado o devido processo legal, a comissão produzirá relatório que subsidiará a decisão do Secretário de Estado das Cidades quanto à possível rescisão unilateral do contrato e as demais providências contratuais e legais cabíveis, incluindo as previstas nos artigos 80 e 87, da Lei n° 8666/93”, confirma portaria.

“A portaria visa acautelar e resguardar o Estado de mais prejuízos. Inclusive, uma das possibilidades é reter créditos do Consórcio VLT, enquanto não estiver resolvido o tamanho dos prejuízos que Estado sofreu. Essa comissão vai apurar exatamente esses prejuízos e no final vai propor o que deve ser feito”, informa o procurador geral, Rogério Gallo.

O modal – Lançadas em junho de 2012 o Veículo Leve sobre Trilhos deveria estar funcionando a partir de 31 de março de 2014. Orçadas em R$ 1,4 bilhão as obras eram tocadas pelo Consórcio VLT (formado pelas empresas CR Almeida, CAF, Santa Barbara e Magna). Do total foram pagos R$ 1,066 bilhão do valor em contrato ao Consórcio. As obras foram paralisadas ainda na gestão do ex-governador Silval Barbosa. Na gestão Pedro Taques foi realizada uma auditoria nas obras do modal e as tratativas para retomada foram iniciadas. Em agosto deste ano a operação da PF apontou fraudes na escolha e execução do modal.


03/10/2017 – Diário de Cuiabá

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Obras de ampliação da linha 9 da CPTM estão abandonadas e com atraso de quase 3 anos


18/09/2017 - G1

A linha 9 – Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) tem uma obra que se arrasta por anos na região do Grajaú, na Zona Sul de São Paulo. Faz quase três anos que uma linha de trem, que o prolongamento da linha 9, deveria estar pronta. O governo do estado prometeu retomar as obras até agosto, mas a promessa não foi cumprida.

Na manhã desta segunda (18), o Globocop gravou imagens de três vacas e um bezerro em um dos canteiros da obra. Nos últimos meses, o mato só cresceu na área abandonada. Em outro ponto da obra há barracos improvisados e pessoas morando no local.

São mais de 4,5 km e duas novas estações a partir da Grajaú, as estações Mendes/Vila Natal e Varginha.

A obra começou em 2013 e era para ficar pronta no começo de 2015, mas ela foi paralisada por falta de dinheiro. O governo federal suspendeu o repasse de verbas porque o estado fez uma licitação em um modelo que não é aceito pelo Ministério das Cidades. O prolongamento que custava R$ 350 milhões passou para R$ 860 milhões, mais que o dobro do preço inicial.

No mês de maio, o SP1 mostrou que as obras estavam paradas. Na ocasião, havia carro queimado abandonado em um dos canteiros, lixo e entulho. A passagem dos pedestres era no meio do mato.

Na época, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, disse que o governo já estava assinando os novos contratos e retomaria as obras até agosto. No entanto, as obras permanecem paralisadas e nos últimos seis meses foi gasto R$ 1,5 milhão para manter os canteiros limpos.

Sobre as invasões, o secretário-adjunto de Transportes, Michel Serqueira, disse que isso é comum porque se trata de uma região carente e que uma empresa de segurança vai retirar as pessoas e animais da área.

“Hoje nós temos oito licitações nesse projeto. Dessas, quatro já estão com contrato assinados, nossa expectativa é que desses contratos já assinados a gente consiga retomar os serviços até o mês de outubro e as obras civis no começo do próximo ano”, afirmou.


terça-feira, 3 de outubro de 2017

Trem Intercidades vai incluir linha da CPTM


20/09/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
O CEO da EDLP (Estação da Luz Participações), Guilherme Quintella, anunciou que a PPP do Trem Intercidades vai sofrer alterações em relação ao que estava previsto.

O projeto prevê a ligação, com um trem de passageiros de média velocidade (entre 80 km/h e 120 km/h) entre as cidades de Americana e Santos; e outro trecho de Sorocaba a Taubaté – com ambas as linhas passando pela capital. A previsão é transportar 170 mil passageiros dia.

Contemplando um total de 477 quilômetros, a PPP custaria R$ 5,3 bilhões, com 30% de aporte público e 70% privado. Como o estado não tem recursos para o aporte do trecho inicial, de São Paulo a Americana, a ideia agora é que um trecho hoje operado pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) para transporte de passageiros nesss ramal seja repassado à concessionária.

Com isso, a nova operadora já teria recursos no começo da operação, o que reduz os custos de financiamento e melhora as garantias para o projeto.


18/09/2017 – Agência iNFRA

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Metrô de Salvador começa a funcionar até Mussurunga


11/09/2017 - G1

O sistema metroviário de Salvador começa a funcionar até a estação Mussurunga nesta segunda-feira (11). O acesso à estação de ônibus da região é feito sem catracas desde a quinta-feira (7).

Outras três novas estações de metrô entram em operação nesta segunda: Flamboyant, Tamburugy e Bairro da Paz. Os passageiros contam agora com 19 estações de metrô e 29 quilômetros de extensão no total, somando as linhas 1 e 2.

Segundo o governo estadual, também nesta segunda-feira, oito linhas metropolitanas passam a entrar no terminal de ônibus de Mussurunga, facilitando a integração dos moradores da região metropolitana de Salvador. Os nomes das linhas não foram informados.

A estação de ônibus em Mussurunga também passou por reforma. Segundo o governo, foram entregues novo asfalto, piso de granito e rota tátil para deficientes visuais. Com uma área construída 23% maior que a anterior, contará com 17 baias de ônibus, capacidade para receber 126 veículos e 190 mil passageiros por dia.

O terminal será interligado à Estação Mussurunga do metrô através de uma passarela, que poderá ser acessada por escada fixa, rolante ou elevador.

Sem catracas

A estação de transbordo de Mussurunga, em Salvador, teve as catracas retiradas e funciona nos mesmos moldes das estações da Lapa e Pirajá, desde a quinta-feira. Para os usuários do sistema de transporte que possuem os cartões do sistema de Bilhete Único, a integração será gratuita.

O cidadão que não possui cartão deve ficar atento porque, ao pegar um coletivo na Estação Mussurunga, a tarifa de um segundo ônibus só será gratuita através da integração, que é feita com o cartão. O Bilhete Único poderá ser adquirido gratuitamente na própria Estação Mussurunga, nos pontos credenciados, postos do SalvadorCard ou nas prefeituras-bairro.

Na estação Mussurunga, circulam atualmente cerca de 200 ônibus, que operam 31 linhas. Com a retirada das catracas de acesso ao terminal, os usuários terão acesso livre aos equipamentos da estação, como farmácia, barracas, banheiros e telefones públicos.

Mais de 40 quilômetros de extensão
Com total de 42 quilômetros de extensão, 23 estações e 10 terminais de ônibus integrados, a conclusão das obras do Sistema Metroviário Salvador e Lauro de Freitas está previsto para o final de 2017, chegando ao Aeroporto. A Linha 1 é composta por oito estações, 12 quilômetros de extensão, que vai da Estação Lapa à Estação Pirajá. A Linha 2, conta com 12 estações e está concluída até a Estação Mussurunga.