sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Crivella inclui ajuda para o metrô no Orçamento de 2017

07/12/2016 - O Globo
A equipe de transição do prefeito eleito Marcelo Crivella acertou nesta terça-feira, com a Comissão de Orçamento, a inclusão de pelo menos onze novas propostas ao projeto de lei orçamentária da prefeitura para 2017, em discussão na Câmara dos Vereadores. A presidente da Comissão de Orçamento, Rosa Fernandes (PMDB), explicou que estão sendo abertas rubricas que permitem ao novo governo apoiar o estado para tentar concluir as obras da Estação Gávea da Linha 4 do metrô; implantar policiamento comunitário em áreas da cidade com maior número de assaltos a pedestres; bem como a necessidade de investir em parcerias público-privadas para ampliar a rede de creches, modernizar a iluminação pública e construir garagens subterrâneas na cidade. Há ainda um dispositivo que permite criar uma espécie de vale-cultura para a população.
A equipe de transição de Crivella também negociou com o Legislativo a possibilidade de remanejar até 30% dos recursos do orçamento. As alterações foram apresentadas por dois vereadores ligados à base de Crivella: Tânia Bastos (PRB) e Jorge Braz (PTB). A votação das emendas ao Orçamento só será no dia 14, mas Rosa acredita que a tendência é que as mudanças sejam aprovadas.
Os valores para cada um desses novos projetos são simbólicos: receberam inicialmente R$ 2017. A ideia foi garantir no Orçamento do ano que vem os programas, para que o governo administre conforme suas prioridades. Mas é claro que deverão receber mais verbas conforme a disponibilidade de caixa — explicou Rosa Fernandes.


Alerj aprova bilhete único por R$ 8 e restringe público

A decisão foi tomada por maioria dos deputados presentes à sessão da Alerj nesta quinta-feira e pretende economizar cerca de R$ 400 milhões
Por Agência Brasil
access_time8 dez 2016, 16h53
O bilhete único intermunicipal do estado do Rio de Janeiro subirá para R$ 8,00 por viagem e será restrito a quem ganha até R$ 3 mil.
A decisão foi tomada por maioria dos deputados presentes à sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira (8) e pretende economizar cerca de R$ 400 milhões, segundo parlamentares da bancada governista.
O governo havia proposto o aumento do bilhete único de R$ 6,50 para R$ 7,50, mas a Alerj decidiu aumentar para R$ 8,00 para garantir a continuidade de outros programas sociais do governo.
Para o deputado Paulo Melo (PMDB), a decisão representou um bom negócio para a população, pois o programa bilhete único estava em vias de extinção.
“Nós já estamos sem pagar o bilhete único, que está existindo por força de uma liminar. Tem certas horas que temos de enfrentar as dificuldades. É um crime deixar aqueles que mais precisam, que vêm lá de Itaboraí [a 51 quilômetros da capital e vizinha a São Gonçalo], que têm o seu emprego garantido pela facilidade do transporte, à mercê da própria sorte. Foi um corte para manter para quem mais precisa e tirar daqueles que menos precisam”, disse Paulo Melo.
O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro determinou no último sábado (4) que a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), a Riocard, Metro Rio, SuperVia e Barcas S/A continuem aceitando o bilhete único intermunicipal dos usuários de transporte, sob pena de multa de R$ 500 mil por dia de descumprimento da decisão judicial. A Fetranspor afirmou que vai recorrer da decisão.
Já o deputado Carlos Osório (PSDB), que foi secretário de Transportes do estado entre 2012 e o fevereiro deste ano, criticou a medida, considerada por ele como um equívoco.
“O que foi feito e aprovado hoje foi apertar ainda mais a população do que o governo do estado havia solicitado. O bilhete único é o principal programa social do estado, atende a milhões de pessoas e dá oportunidades iguais de emprego”, afirmou.
O deputado alertou que o aumento foi acima do sugerido pelo governo. “Quem ganha acima de R$ 3 mil está fora do bilhete único, salário de quem não é nenhum marajá. E quem mora longe vai ter um custo de R$ 500, uma parcela importante do salário”, protestou Osório.
Marcelo Freixo (PSOL) também criticou o fim da universalização do benefício, ao excluir trabalhadores com ganhos acima de R$ 3 mil.
“Um direito universal, que é o transporte, está cerceado a uma parcela da população.” Freixo também reforçou a necessidade de discutir o custo do transporte para definir o valor da passagem.
“Enquanto essa caixa-preta não for aberta, nós vamos discutir o que é secundário. Por que a passagem custa isso? Até hoje ela é calculada pelo número de passageiros, o mesmo cálculo do tempo dos bondes”, afirmou.


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Expresso ABC inicia hoje e Alckmin já fala em ampliar serviço

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC (01/12/2016)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), adiantou ontem que o Expresso ABC, linha que vai ligar as estações de Santo André à Tamanduateí, iniciando sua operação hoje, poderá ser ampliada. O tucano recebeu três dos prefeitos eleitos pelo PSDB da região na sede da gestão, no Palácio dos Bandeirantes, e apresentou o novo sistema, que passa a funcionar paralelamente à Linha 10-Turquesa (Brás-Rio Grande da Serra).
Ladeado dos tucanos eleitos Paulo Serra (de Santo André), Orlando Morando (de São Bernardo) e José Auricchio Júnior (de São Caetano), Alckmin evitou fazer previsões sobre possível expansão do expresso, mas afirmou que a demanda de usuários da nova linha será avaliada e que, “dando certo”, o sistema passará por amplificação – a princípio, serão 14 viagens por dia, funcionando apenas em horários de pico. “Primeiro vamos começar com esse trabalho. Claro que dando certo nós vamos criar sempre mais serviços. Há uma previsão de crescimento de novos trens. Primeiro vamos deixar iniciar e depois a CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos) vai avaliando a possibilidade de ampliar e receber mais trens”, anunciou o governador. Os secretários Clodoaldo Pelissioni (Transportes Metropolitanos) e Samuel Moreira (Casa Civil) também participaram do encontro.
O anúncio do Expresso ABC foi feito por Alckmin no dia 19, só que apenas ontem o projeto foi formalizado aos correligionários e futuros chefes dos Executivos, aliados da gestão paulista. O serviço promete viagem de dez minutos entre o município andreense (estação Prefeito Celso Daniel) e a Capital (Tamanduateí), que dá acesso à Linha 2-Verde do Metrô. O itinerário pulará as estações Prefeito Saladino e Utinga, da Linha 10.
Paulo Serra prometeu acompanhamento do Paço de Santo André da demanda de usuários do expresso. “A princípio, é preciso ter calma. A notícia (da nova linha) é boa”, elogiou o tucano. Para Auricchio, a vinda do expresso “cumpre importante demanda histórica da região”.
LINHA 18
Alckmin estimou que até o Carnaval do ano que vem, em fevereiro, haverá novos desdobramentos para destravar o início das obras da Linha 18-Bronze do Metrô, que ligará o Grande ABC à Capital (Djalma Dutra-Tamanduateí). “Estive sexta-feira em Brasília com o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) e cobrei o financiamento (das desapropriações). Em todos os sistemas de rating (nota de risco de crédito) o Estado de São Paulo possui nota B, mas a União nos colocou como C, então isso dificulta o financiamento.” Segundo o tucano, o governo federal se comprometeu a rever o rating paulista até janeiro, o que destravaria a captação de recursos para começo das intervenções


segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Novas estações da Linha 2 do metrô têm mais de sete mil metros quadrados

As estações típicas no canteiro da Avenida Paralela têm, todas, em média, 3,5 mil metros quadrados
Redação iBahia (redacao@portalibahia.com.br)
Publicada em 02/12/2016 às 10h:45. Atualizada em 02/12/2016 às 13h:25

As três primeiras estações da Linha 2 do Metrô de Salvador, que serão inauguradas na próxima segunda-feira (5), trazem novidades em relação às outras estações. A Estação Acesso Norte 2 possui 7 mil metros quadrados, a Detran tem 9,4 mil metros quadrados e a Rodoviária ocupa uma área de 7,7 mil m2.

Para efeito de comparação, as estações típicas no canteiro da Avenida Paralela têm, todas, em média, 3,5 mil metros quadrados. Embora os tamanhos sejam distintos, todas possuem o mesmo comprimento de plataforma, atendem às regras de acessibilidade e oferecem o mesmo padrão de conforto aos usuários.

O trecho da linha 2 possui 2,2 quilômetros e pode ser percorrido em pouco mais de três minutos. As estações Detran e Rodoviária ainda receberão novas passarelas de acesso com piso tátil, câmeras de monitoramento, largura e comprimento adequados às novas regras de acessibilidade, para atender, com segurança e conforto, a demanda de passageiros da região. Inicialmente, as estações serão abertas com passarelas adaptadas. A previsão é finalizar as novas passarelas até julho de 2017.

VLT começará a funcionar parcialmente no trecho entre aeroporto-porto e modal terá catraca

http://www.copopular.com.br/cidades/id-497613/vlt_comecara_a_funcionar_parcialmente_no_trecho_entre_aeroporto_porto_e_modal_tera_catraca

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) deve começar a funcionar por etapas. O novo secretário de Cidades (Secid), Wilson Santos (PSDB), afirmou, nesta quinta-feira (01), que o trecho entre o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, localizado em Várzea Grande e o bairro do Porto, em Cuiabá, será o primeiro a ser inaugurado e colocado em funcionamento. Além disto, as cobranças serão feitas através de catracas, ao contrário do que acontece no modal do Rio de Janeiro (RJ).

“No Rio de Janeiro, a pessoa entra no VLT e valida o bilhete se quiser. Se não pagar e um fiscal ver, você recebe uma multa de R$ 170. Hoje lá eles têm uma porcentagem de 20% dos passageiros que entram e não validam o ticket. Vamos trabalhar com catraca aqui em Cuiabá”, disse o secretário.

O engenheiro civil José Picolli Neto, que foi diretor de implantação do VLT no Rio de Janeiro e está na equipe de Wilson Santos, disse que “o modal tem uma obra complexa. No Rio de Janeiro, os passageiros entram com a validação dentro do modal. Aqui, será feito na catraca, antes dele entrar”.

Sobre operar o trecho aeroporto-porto, o engenheiro acredita ser possível: “O VLT pode ser utilizado parcialmente. No Rio de Janeiro nós lançamos por partes, para que o pessoal possa ir se acostumando com o modal e saber como utilizá-lo. Aqui será feito da mesma forma. O que deve entrar em operação primeiro é o trecho entre o aeroporto e o porto. Esta é a nossa intenção”.

Wilson Santos lembrou que o relatório da KPMG apontou que toda a linha Aeroporto-CPA é deficitária. A linha superavitária e que ‘carregará o VLT nos ombros’, será a da avenida Fernando Corrêa da Costa. Porém, mesmo quando as duas se encontrarem “teremos um déficit anual de R$ 38 milhões (números referentes a 2015) que o Estado terá de bancar. O VLT é deficitário financeiramente”.

Mudança no Terminal André Maggi

Com o lançamento do trecho aeroporto-porto, o terminal André Maggi mudará de lugar e será realocado para próximo do aeródromo, onde também fica o Centro de Manutenções do VLT. “Faremos uma Parceria Público-Privada (PPP) que irá operar o novo modal. A tarifa terá que ser a mesma do ônibus. Por isso que nós faremos igual no Rio de Janeiro”.

“Um quarto tem que ser entregue aos empresários dos ônibus para que não haja uma rixa. Por exemplo, a empresa que faz o intermunicipal, nós vamos deslocar o terminal André Maggi para perto do Aeroporto. Os ônibus irão alimentar ali, então o intermunicipal vai perder esta linha. Eles têm que ser sócios deste projeto”, finaliza o secretário. A tarifa, segundo o gestor, será integrada com ônibus.
O Consórcio VLT, formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda e Astep Engenharia Ltda, já recebeu mais de R$ 1 bilhão do Executivo. A empresa pede que sejam investidos mais R$ 1,1 bilhão, o que deixaria o projeto com um custo total de R$ 2,2 bilhões.

Porém, após os estudos da KPMG, o governador Pedro Taques (PSDB) ressaltou que o custo seria de ‘apenas’ R$ 602 milhões e que não aceitará pagar mais que isto. Por fim, o tucano ainda elencou outras prioridades à frente da finalização do projeto, chegando inclusive a dizer que se tivesse o dinheiro disponível, não aplicaria na retomada dos serviços.

Projeto

O modal terá dois eixos, Aeroporto-CPA e Centro-Coxipó, e será implantado no canteiro central das avenidas João Ponce de Arruda e FEB, em Várzea Grande; XV de Novembro, Tenente Coronel Duarte (Prainha), Historiador Rubens de Mendonça, Coronel Escolástico e Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, totalizando 22 km de extensão.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Pagamento por aproximação chega ao transporte público de SP, RJ e PR

25/11/2016 - Valor Econômico
Usuários da linha Diadema-Berrini, da Metra; do sistema de trens do Rio de Janeiro e dos ônibus da região metropolitana de Curitiba serão os primeiros a empregar o sistema de pagamento sem contato por cartões de crédito, débito, pré-pago e celulares, lançado no mês passado pela Mastercard. A meta é levar a tecnologia para trens, metrôs e ônibus das principais capitais do país até o fim de 2017.

A iniciativa pretende reduzir custos operacionais e logísticos, além de problemas com falta de troco e segurança, frente ao volume de dinheiro vivo movimentado pelo mercado, cerca de R$ 25 bilhões por ano. Em Londres, com 1,1 milhão de transações diárias, a implantação do sistema contactless reduziu o custo com meios de pagamento de 15% para 9% na rede de transporte público. A meta é chegar a 7% em até quatro anos. Em Cingapura, o ganho de produtividade e a capacidade de promover horários fora do pico ampliou o prazo necessário para substituição da frota.

O projeto consumiu cerca de 10 mil horas da Mastercard e seus parceiros - a adquirente Stone, as operadoras de transporte Supervia (RJ), Metra (SP) e Metrocard (PR), as empresas de bilhetagem Autopass, Transdata e Empresa 1, a fornecedora de leitores Gertec e a carteira digital Samsung Pay. A perspectiva é ter um milhão de usuários até dezembro de 2017.

Segundo Alexandre Brito, vice-presidente de desenvolvimento de aceitação, varejo e novos negócios da Mastercard Brasil e Cone Sul, o projeto se insere na meta global de facilitar a vida das pessoas e tornar as cidades mais agradáveis com meios eletrônicos de pagamento e se alinha a outros voltados a cidades inteligentes, que vão desde dados para promoções mais assertivas para empresas de fomento de turismo como Embratur ao fornecimento de cartões de identificação para benefícios sociais, em países como Nigéria e África do Sul.

Em outra frente, a conta digital Zuum, que une Mastercard e Telefônica, recentemente incluiu recarga de cartões de transporte no seu portfólio. Em 2015 passou permitir recarga do Cartão Tem, em Cuiabá e Várzea Grande (MT), e compra de crédito do Bilhete Único, em São Paulo (SP), com recarga disponível nas máquinas de autoatendimento.

As empresas de bilhetagem também preparam novidades e apostam no piloto como atrativo para clientes de outros mercados. A Autopass tem projeto com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para desenvolver solução baseada em QR Code. Em um primeiro momento o código será impresso como um bilhete tradicional. Depois ganha emissão em quiosque de autoatendimento, pontos de venda como bancas de jornal e, em seis meses, deve estar disponível para compra e uso no celular do cliente.

Segundo o CEO Rubens Gil Filho, o investimento para promover a aceitação de pagamento sem contato chegou a R$ 38 milhões, com outros R$ 44 mil para a solução com QR Code. A Transdata, responsável por mais de 12 milhões de transações diárias em mais de 600 projetos, tem outras iniciativas similares ao piloto da Mastercard em homologação, diz o diretor de negócios Devanir Magrini. A Empresa 1, com 160 cidades atendidas em quatro países, também está empenhada em eliminar o dinheiro embarcado. "É uma tendência mundial", diz o diretor comercial Romano Garcia.


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

TCE suspende licitação de VLT de Petrolina


AUTOR: RENATO LOBO // NOVEMBRO 30, 2016 
http://viatrolebus.com.br/2016/11/tce-suspende-licitacao-de-vlt-de-petrolina/
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, João Campos, determinou à prefeitura de Petrolina a suspensão da licitação de implantação de um projeto de Veículo Leve Sobre Trilhos.
Segundo a auditoria, supostas irregularidades poderiam “resultar em grave lesão ao erário, em face do grande impacto financeiro nas contas do município e na vida do cidadão, os quais se estenderiam por vários anos, bem como em riscos gerados pela ineficácia mediante o não atendimento ao interesse público”.
Segundo o órgão, a prefeitura não teria detalhamento o orçamento estimativo, “comprometendo a análise financeira da obra e dos serviços licitados”.
De acordo com o projeto, o VLT terá 4,8 Km e ligará o centro da cidade a partir da antiga estação ferroviária até a rotatória do bairro Pedra Linda, área oeste de Petrolina.