segunda-feira, 24 de abril de 2017

Articulação busca acelerar expansão do metrô em Contagem


13/04/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
As negociações para ampliação da linha do metrô em Contagem, com a possibilidade de construção de três novas estações, chegaram a Brasília. A última movimentação foi uma reunião entre o deputado estadual João Vítor Xavier (PSDB) e o ministro das Cidades, Bruno Araújo, a partir de articulações do prefeito de Contagem, Alex de Freitas (PSDB).

De acordo com o deputado, o ministro ficou interessado na proposta e se prontificou a conhecer a cidade nos próximos meses e também detalhes do projeto.

Um diferencial seria a proposta do município de arcar com parte dos investimentos. A prefeitura se dispõe a custear um terço dos cerca de R$ 700 milhões necessários para a extensão da linha em sete quilômetros, com três novas estações entre o Eldorado e Bernardo Monteiro.

“Conversamos sobre a totalidade do projeto e não somente sobre a abertura de uma nova estação. É um projeto factível. Não é algo comum um prefeito se dispor a investir nesse tipo de iniciativa”, afirma.

Ainda de acordo com João Vítor, será preciso que a União autorize o investimento da prefeitura no projeto. “E claro, que o governo federal também se comprometa a aportar recursos”, completa.

Num primeiro momento, o município se propõe a construir pelo menos dois quilômetros de linha, ao custo de aproximadamente R$ 230 milhões, com a abertura de estação no Novo Eldorado.


13/04/2017 – Hoje em Dia

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Seis escadas rolantes da Trensurb estão desativadas desde 2013 e outras cinco paradas sem previsão de conserto


18/04/2017 - Diário Gaúcho

Há pelo menos três anos, a dona de casa Clenir Fátima Costa de Vargas, 58 anos, percebe que as escadas rolantes da Estação Unisinos da Trensurb, localizada em São Leopoldo, não funcionam. Clenir utiliza o trem todos os dias e já perdeu a conta das vezes em que viu idosos e pessoas com deficiência terem dificuldades para chegar nas plataformas por conta do não funcionamento das escadas rolantes.

Ainda conforme a dona de casa, principalmente no período da manhã, a estação está sempre cheia. E, sem o equipamento funcionando, o tumulto é ainda maior.

— Idosos, estudantes, trabalhadores, todos misturados correndo contra o tempo e sem um dos meios de acesso. São quatro escadas e nenhuma funciona, nem para subir nem para descer. É horrível — comenta.

Amontoadas para não perder o trem, Clenir costuma ver as pessoas usando a escada rolante como escada comum. E fica aflita:

— Imagina se, do nada, a escada liga e alguém cai ou fica preso por falta de aviso?

A dona de casa já fez várias reclamações para a Trensurb, mas não presenciou alguma manutenção ou o conserto das escadas.

— Eles sempre usam a justificativa da falta de verba. Não há interesse em resolver o problema. Eu não sou a única prejudicada, são muitas pessoas — diz ela.

Em julho de 2013, o DG já denunciava a falta de funcionamento dos equipamentos.

Desativação é permanente, diz empresa

Para o descontentamento de Clenir, as escadas rolantes não voltarão a funcionar. A Trensurb informou que as quatro escadas da Estação Unisinos e outras duas da Estação São Leopoldo estão desativadas permanentemente desde dezembro de 2013. Em julho do mesmo ano, quando o DG fez uma reportagem sobre o assunto, a empresa havia informado que até agosto as escadas estariam consertadas, o que não aconteceu. O motivo, conforme a Trensurb, é o extenso desgaste e a impossibilidade de conserto, pois o fabricante abandonou o suporte ao modelo.

A Trensurb disse ainda que chegou a firmar contrato de compra de novas escadas rolantes, mas a empresa não apresentou a documentação necessária, o que impossibilitou o serviço. Uma nova licitação será lançada em breve, e o processo de troca das escadas deverá ser concluído no segundo semestre de 2018.

Ao todo, a empresa tem 50 escadas rolantes instaladas nas 22 estações. Tirando as seis desativadas, as outras 44 passam por manutenção frequente, diz a Trensurb.

"Fluxo interno"

Atualmente, cinco estão paradas: duas na Estação Mercado, uma na Estação Rodoviária, uma na Estação Sapucaia e uma na Estação Fenac. Não há previsão para a conclusão do conserto das escadas.

Em nota, a Trensurb salientou ainda que "as escadas rolantes não são equipamentos de acessibilidade, mas dispositivos para melhorar o fluxo interno das estações. Pessoas com dificuldades de locomoção devem utilizar os elevadores e rampas". Além disso, "os agentes metroviários e seguranças são treinados para atendimento a pessoas com deficiência, e a empresa conta com plataformas portáteis para transporte de cadeiras de rodas em escadas fixas, quando necessário".


terça-feira, 18 de abril de 2017

Linha 2 do VLT começa a operar mais cedo e de forma interligada no Rio


17/04/2017 - G1

A partir desta segunda-feira (17), o serviço da Linha 2 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)), que faz a ligação da Saara com a Praça Quinze, no Centro do Rio, será iniciado duas horas mais cedo, começando a circular às 6h, em vez das 8h. O funcionamento seguirá até as 14h, permanecendo com embarques gratuitos e intervalos de 15 minutos entre as partidas.

Além de sincronizar o início da operação com o do primeiro trecho - que liga a Rodoviária Novo Rio ao Aeroporto Santos Dumont e tem tarifa de R$ 3,80 -, o consórcio VLT Carioca, que administra o serviço, afirma que a ampliação vai beneficiar os usuários que utilizam as barcas, no período da manhã. O mesmo acontecerá em relação aos passageiros de trem, que têm como destino o Centro da cidade.

A concessionária ainda não divulgou data para estender a circulação das 14h até a meia-noite e também não informou quando começará a cobrar tarifa dos usuários da Linha 2. Apesar da gratuidade no segundo trecho, os terminais para compra e recarga dos cartões estão em funcionamento nas quatro estações, para facilitar o atendimento aos passageiros que farão a integração com a Linha 1, nas paradas Colombo e Sete de Setembro.


A concessionária não tem balanço do volume de pessoas transportadas desde fevereiro, na Linha 2. Na Linha 1, foram mais de seis milhões de passageiros em dez meses, com uma média de 30 mil a 35 mil passageiros nos dias úteis, segundo a empresa.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Metrô e CPTM têm um problema operacional a cada 23 horas em 2016

Dados levantados pela TV Globo mostram linhas 3-Vermelha do Metrô e 11-Coral da CPTM como líderes em ocorrências.




Por André Graça e Tahiane Stochero, TV Globo e G1 SP
17/04/2017 06h41  Atualizado há 50 minutos


Trem descarrila e para linha 12 da CPTM (Foto: Reprodução/TV Globo)

Os usuários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e do Metrô de São Paulo enfrentaram um problema que levou à interrupção momentânea do serviço de transporte público a cada 23 horas e 34 minutos no ano de 2016, segundo levantamento realizado diariamente pela TV Globo com base em relatos divulgados pelos usuários em redes sociais e confirmados pelas empresas.


Relatório da CPTM mostra problemas diários em linhas em 2017; CPTM disse que foram apenas 13 ocorrências notáveis em 2016 (Foto: Reprodução/G1)

No total, foram 212 problemas que levaram à paralisação temporária no serviço nas seis linhas do Metrô em 2016 e mais 143 nos trens da CPTM, conforme dados da TV Globo. Os dados incluem problemas nos trens de diversos tipos, incluindo falhas nos trens (incluindo portas, tração, comunicação interna e freio), no sistema de comando e controle, de equipamento na via ou da via, manutenção e alimentação elétrica. No caso de fechamento de portas, pode eventualmente ter havido algum problema cuja responsabilidade seja do usuário (como bolsas presas ou impedimento de fechamento para que pessoas pudessem entrar no vagão).

Juntos, os trens de ambos os serviços transportam nos dias úteis 7,4 milhões de passageiros. Nos últimos 5 anos, foram 1.185 problemas nos trens do Metrô e mais 1.089 nos da CPTM: média de 1,25 problema por dia.

A reportagem do G1 pediu os mesmos números de ocorrências por meio da Lei de Acesso à Informação. No Metrô, houve 91 ocorrências que prejudicaram os usuários levando à suspensão momentânea do serviço em 2016; já na CPTM, foram 13 ocorrências que “levaram à interrupção do serviço, nem que seja momentânea". No total, conforme os dados oficiais, o Metrô e a CPTM tiveram juntas um problema a cada 118 horas (quase 5 dias).


Desembarque da linha Verde do Metrô na estação Consolação: em vários horários há superlotação e problemas em portas dos trens (Foto: Tahiane Stochero/G1)

A assessoria de imprensa da CPTM não quis analisar os dados do levantamento da Globo e o aumento do número de problemas. Em nota, afirmou que não é correto comparar as ocorrências notáveis de vulto com ocorrências pontuais. Questionada pela reportagem sobre se poderia enviar os dados das ocorrências pontuais, a CPTM disse que não possuía estas informações e que são as ocorrências notáveis, enviadas ao G1 por meio da Lei de Acesso à Informação.

Mas a reportagem teve acesso a relatórios de ocorrências operacionais que mostram que, em média, há cinco ocorrências de falhas por dia de diversos tipos, gerando atrasos e recolhimento de trens para oficina ou acionamento de técnicos de manutenção ou verificação de trilhos.

Questionado sobre os problemas e as reclamações dos usuários, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, afirmou no dia 30 de março ao G1 que "a demanda de usuários das linhas aumentou muito, muito, nos últimos anos e que o governo está trabalhando para aumentar a malha do Metrô - a da CPTM aumentou", jusficiou ele. Segundo Alckmin, "estão sendo feitos investimentos e obras em diversas linhas" , entre elas 17-Ouro, 4-Amarela, "e até o final de 2017 ao mesmo pelo menos mais quatro estações da Linha 5- Lilás, que já estão prontas, serão entregues à população".

Já o Metrô afirmou que todos os sistemas de metrô no mundo estão sujeitos a falhas e que a quantidade de incidentes é compatível aos padrões internacionais de qualidade. (veja as notas das empresas ao final desta reportagem).



(Foto: Arte G1)

Linha 3-Vermelha
Os dados do Metrô apontam que a linha 3- Vermelha (que liga Corinthians-Itaquera à Palmeiras-Barra Funda) é a que mais teve problemas que paralisaram o serviço dentre as linhas do Metrô em 2016: foram 32 ocorrências - aumento de 52% em relação a 2015. Nos últimos 5 anos, a linha também é a que mais acumula problemas. O levantamento da TV Globo também aponta a Vermelha na liderança do ranking de problemas em 2016 (75 casos dentre o total de 212 incidentes), sendo seguidas pelas linhas 1- Azul (73 problemas) e 2-Verde (55 problemas).

Com 18 estações e atendendo em média 1,176 milhão de passageiros por dia, a Linha 3- Vermelha também lidera, nas redes sociais, as reclamações dos usuários em relação à superlotação e lentidão dos vagões. Foi nesta linha que um trem descarrilou em fevereiro, entre as estações Arthur Alvim e Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, derrubando grades e uma mureta.

Após o incidente, o Ministério Público reabriu um inquérito que havia sido aberto em 2013, após outro trem da mesma linha ter saído dos trilhos na Zona Oeste de São Paulo. A Promotoria do Patrimônio Público e Social pediu explicações ao governo sobre os motivos das ocorrências e a manutenção da linha e da frota.


Trem descarrilou na Zona Leste de São Paulo em fevereiro (Foto: Reprodução/TV Globo)

Segundo Alex Santana, diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários e Empresas Operadoras de Veículos sobre Trilhos em São Paulo, a linha Vermelha é problemática por ser a com maior demanda de usuários, sobrecarregando todo o sistema. “É também nesta linha que circulam trens da frota K, chamada de frota bomba. São 25 trens que foram reformados superficialmente entre 2009 e 2011 e são recordistas em problemas, com falhas que se repetem pelos mais diversos motivos. Foi como uma maquiagem que deixou mais bonita por fora, mas o equipamento continua com problemas”, afirma Santana.

O diretor do sindicato dos metroviários afirma a diferença entre os números oficiais e os relatos dos usuários de problemas ocorreu porque a CPTM contabiliza como ocorrência de destaque (chamada de “incidente notável") problemas que geram atrasos ou interrupções de mais de 5 minutos e que são analisadas pela Comissão Permanente de Segurança (Copese) da Secretaria de Transportes Metropolitanos do Estado.

"Temos informações de que só de incidentes que geraram relatórios da Copese foram 76 no Metrô e 140 ocorrências no total. Eles apresentam à imprensa um número que trata apenas de trens ou vias, mas sem considerar outros tipos de falhas, como de equipamentos, portas, estações, etc”, afirma Santana.

Os números oficiais apontam aumento de ocorrências na Linha 2- Verde em relação a 2015 (21%, conforme os dados do Metrô, e 3%, conforme a TV Globo). Percorrendo toda a Avenida Paulista, na região Central da capital, e ligando a Vila Prudente, na Zona Sul, à Vila Madalena, na Zona Oeste, a linha atende em média, diariamente, 518 mil pessoas.


Trem da linha 9-Esmeralda tem problema em portas, que não fecham por superlotação na estação Pinheiros e atrasam percurso (Foto: Tahiane Stochero/G1)

Falhas em trens
76% dos problemas registrados nos trens do Metrô em 2016 trataram-se de falhas em trens (englobando problemas de trens, portas, freios, tração e sistema de comunicação interna), com preponderância de incidentes nas linhas Azul (37,5% do total) e Vermelha (33,75%), conforme os dados da TV Globo.

Problemas em equipamentos da via estão logo atrás no ranking (16,5% dos incidentes), seguido das falhas no sistema de energia (2%). Houve ainda em 2016 um trem descarrilhado na linha 5-Lilás, que está em obras e pretende ligar Capão Redondo à estação Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro, ambas na Zona Sul.

Em relação aos incidentes constatados nos trens na CPTM em 2016, grande parte (44,75%) deve-se a falhas em trens, falhas em equipamentos na via (17,5%) e falhas no sistema elétrico (5%).

A Linha 11-Coral, que liga a Luz, no Centro da capital paulista, à estação Estudantes, em Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana, foi a que mais teve problemas (33% de incidentes nos trens), sendo seguida pela Linha 7-Rubi (30%), que liga Jundiaí à estação Luz, passando pela Grande São Paulo e por bairros da região Norte da capital paulista.


Metrô CPTM (Foto: Arte G1)

Para sindicato, é falta de manutenção
Para o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Central do Brasil, que representa os funcionários da Linha 11-Coral, Leonildo Bittencourt Canabrava, o fator que prepondera como causa de problemas na linha, recordista de reclamações, é a manutenção, tanto nos trens quanto nas vias férreas e aéreas. Conforme Canabrava, são feitos apenas reparos de emergência e paliativos, e não preventivos, o que impediriam as falhas.

“A CPTM vem trocando a frota, com exceção da linha 11, que ainda tem trens velhos sendo usados intercaladamente. Mas, muitas vezes se libera o trem com manutenção falha na parte eletrônica ou nas portas. Se a porta não fecha, atrasa tudo e o trem não anda, atrasando todo o sistema e causando um transtorno enorme”, defende.

Canabrava lembra que as vias férreas do Estado foram construídas há mais de 30 anos, voltadas para o transporte de cargas, “e não foram projetadas para o transporte de passageiros” e nem adaptadas. “No Metrô, os trens foram construídos com base fixa, nada mexe. Nos da CPTM, há pedra, madeira e depois os trilhos, que, com chuva ou mudança do tempo, eles cedem ou acabam se deteriorando, gerando em alguns pontos restrições e eventualmente, rompimentos. Aí o maquinista acaba reduzindo a velocidade nestes pontos para evitar danos maiores”, afirma.

Para que as pessoas não sejam tão prejudicadas e não cheguem tão atrasados aos compromissos pelos problemas nos trens, jovens se mobilizaram e criaram perfis nas redes sociais para informar, em tempo real, o que acontece. O administrador de condomínio e fotógrafo William Moreira, de 27 anos, controla um destes perfis, o @DiariodaCPTM, que tem mais de 135 mil seguidores.

“Temos vários colaboradores que utilizam várias linhas. Em janeiro, por exemplo, teve uma falha na linha 8 por conta de um apagão. Um usuário postou uma foto deles no escuro dentro do trem apagado, esperando. Soubemos na hora coisas que a CPTM leva depois uns 20 minutos para confirmar”, salienta.

O grupo que controla o perfil compreende homens e mulheres com idades entre 19 e 30 anos. “Foi uma ação voluntária, acabamos nos conhecendo por compartilharmos sempre o mesmo trem, ou a mesma linha, e resolvemos nos unir nesta causa para ajudar os outros”, explica.


Usuários monitoram problemas nas linhas da CPTM diariamente pelo Twitter (Foto: Twitter/reprodução)

Veja a íntegra da nota da CPTM:
A CPTM transporta cerca de 2,7 milhões de usuários por dia útil, em 2.750 viagens programadas diariamente nas seis linhas. Em 2016, foram registradas 13 ocorrências notáveis motivadas por falhas técnicas.
As ocorrências notáveis são caracterizadas pela interrupção da circulação dos trens em algum trecho da linha, podendo ter acionamento de PAESE (ônibus gratuitos).
Não é correto comparar as ocorrências notáveis, que causam grande impacto na circulação, com diversas ocorrências pontuais às quais a ferrovia está sujeita durante a operação. Como por exemplo, problemas de fechamento de portas comuns nos horários de pico, oscilação de energia, necessidade de redução de velocidade em trechos em manutenção ou devido às chuvas, entre outros. Todas as ocorrências são informadas aos usuários por meio de avisos sonoros e do aplicativo. A CPTM não comenta balanços de ocorrências da empresa realizados por terceiros.
A CPTM está trabalhando para modernizar sua rede. A Companhia já entregou à operação 115 novos trens e outros 55 serão entregues até o fim de 2018.”

Veja a íntegra da nota do Metrô:
“Todos os sistemas de metrô do mundo estão sujeitos a falhas e elas são proporcionais ao número de viagens realizadas. No Metrô de São Paulo, onde 4 milhões de passageiros são transportados e 3.500 viagens são feitas com 60 mil quilômetros percorridos por dia, a quantidade de incidentes notáveis se mantém nos padrões internacionais de qualidade e segurança.
Em 2016, os trens do metrô fizeram 80 mil viagens a mais do que em 2012, chegando a 1,14 milhão de viagens realizadas. Também foram percorridos 430 mil quilômetros a mais, se comparado a 2012.
E mesmo assim, o número de ocorrências notáveis – critério internacional de metrôs para incidentes que afetam a circulação dos trens em algum trecho ou linha por mais de 5 minutos além do intervalo programado – se mantém dentro dos padrões internacionais de qualidade e segurança.
Foram 82 ocorrências do tipo em 2016, o que equivale a 4,3 incidentes por milhão de km percorridos. Os incidentes são inerentes ao modelo do trem e têm relação com a quilometragem percorrida, assim como em qualquer outro sistema de metrô do mundo. Todas as frotas de trens do Metrô apresentam desempenho operacional semelhante.

Esses números mostram que o Metrô de São Paulo é um sistema de transporte regular, confiável e seguro, considerado internacionalmente como um dos dez melhores do mundo.”

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Anunciados como novos, trens parados desde 2013 entram em operação no metrô de SP


21/03/2017 - Jornal GGN

Depois de quase quatro anos parados, seis dos 26 trens novos que estavam sem uso na Linha 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro) do Metrô paulistano foram liberados para circulação na manhã de domingo (19), pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Inicialmente, vão operar somente aos domingos, ainda em fase de testes. Conforme a RBA denunciou, no ano passado esses trens estavam estacionados ao longo do trecho de circulação, no pátio Capão Redondo e na sede da fábrica da CAF, em Hortolândia, interior de São Paulo. As composições foram compradas por R$ 630 milhões, em 2012 e estão paradas desde que foram entregues, em 2013.

Alckmin não deu prazo para que os outros 20 trens sejam colocados em operação. O trem utilizado pelo governador para fazer o anúncio, no domingo, é o mesmo trem que a RBA flagrou sem utilização no ano passado, estacionado ao longo do trajeto da Linha 5 – composição P16.

Segundo Alckmin, a expectativa é de estender a operação dos novos trens para os sábados, a partir de abril. A operação plena, em todos os dias da semana, está prevista somente para maio. “Hoje é um grande dia”, declarou. “Os novos equipamentos, que têm ar condicionado, vagões contínuos e câmeras de vídeo, trazem mais conforto para os passageiros e reduzem a distância entre um trem e outro, incrementando a velocidade operacional”, completou.

O motivo principal para os trens terem ficado tanto tempo parados era o sistema de operação. A via opera com o sistema ATC (Controle Automático de Trens, na sigla em inglês) e os trens novos foram adquiridos com sistema CBTC (Controle de Trens Baseado em Comunicação, também do inglês). Além disso, como o trecho em operação era relativamente pequeno, com 9,6 quilômetros, não havia espaço para inserir as composições. Até ontem, a linha operava somente com oito trens da frota F, adquiridos em 2001. O motivo de o governo Alckmin ter adquirido os 26 trens sem ter como utilizá-los é objeto de investigação do Ministério Público Estadual, desde 2015.

O Sindicato dos Metroviários várias vezes manifestou preocupação com a manutenção desses trens sem uso. As composições vinham sofrendo oxidação e desgaste na parte externa, devido à exposição às intempéries. Além disso, componentes sem uso se degradam, levando à possibilidade de os trens apresentarem falhas quando começarem a ser colocados para circular. Outra preocupação dos trabalhadores é que a garantia das composições era de quatro anos, mesmo tempo em que os trens ficaram sem uso.

Sem dar mais detalhes, o governo Alckmin informou que a Linha 5-Lilás vai operar com CBTC. O sistema é o mesmo utilizado nas linhas 4-Amarela (Luz-Butantã), 15-Prata (Vila Prudente-Oratório), onde no ano passado um trem deixou a estação, em via elevada, com as portas abertas, e 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena), que sofreu 74 panes graves, em apenas dez meses de operação com esse sistema.

Alckmin também prometeu entregar ainda este ano 10 das 11 estações que faltam à Linha 5. Com isso o trajeto vai passar dos atuais 9,6 quilômetros para 20,8 quilômetros de extensão, ligando a região de Santo Amaro à Chácara Klabin, na região Sudeste da cidade, em conexão com a Linha 2-Verde. A última estação – Moema, no meio do ramal – está prevista para 2018, após 20 anos do início das obras. Com a linha concluída, a expectativa é de transportar 780 mil pessoas diariamente.

Em julho do ano passado, o governador Geraldo Alckmin anunciou a intenção de privatizar tanto o trecho em operação quanto o trecho em obras da Linha 5-Lilás. A expansão do trecho começou orçada em R$ 6,9 bilhões e atualmente tem previsão de custo de R$ 9,1 bilhões. Este aumento está sendo investigado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.


A Linha 5-Lilás começou a ser construída em 1998, quando era a Linha F da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O trecho em operação, entre Capão Redondo e Largo Treze, funciona desde 2002. Porém, a construção ficou parada até 2009 e, desde então, somente a estação Adolfo Pinheiro foi entregue. A Linha 5 está nos planos de privatização do governo Alckmin. Porém, o valor estimado é cerca de 1% do investido na construção.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Investimento em metrô cai 30% em São Paulo


O investimento do governo Geraldo Alckmin (PSDB) na manutenção e na expansão da rede de metrô na capital caiu 30% no ano passado. Balanço da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) mostra que a estatal investiu R$ 2,34 bilhões em 2016, menor valor em cinco anos. Em 2015, o aporte foi de R$ 3,3 bilhões, em valores corrigidos pela inflação.

A queda, segundo o Metrô, se explica por dois fatores: o avanço físico das obras para uma etapa que exige menos recursos, como a extensão da Linha 5-Lilás, que deve ter 9 das 10 estações concluídas neste ano; e a paralisação temporária das obras das linhas 4-Amarela e 17-Ouro (monotrilho) após rompimento de contrato com as empreiteiras. Para este ano, o plano é investir R$ 3 bilhões.

O balanço do Metrô revela ainda que, em 2016, a companhia transportou 10,3 milhões de passageiros a menos, totalizando 1,1 bilhão de usuários. A média nos dias úteis caiu 2,4%, de 3,8 milhões para 3,7 milhões de passageiros, a menor em cinco anos. Segundo a companhia, a queda foi reflexo da recessão.

Por outro lado, o Metrô registrou um aumento de 112% nos subsídios repassados pelo governo pelas gratuidades oferecidas pela companhia a desempregados, idosos, estudantes e passageiros com deficiências, que chegou a R$ 598 milhões no ano passado. O aumento, segundo a estatal, é consequência da redução da isenção para idosos a partir de 60 anos e da adoção do passe livre estudantil a partir de 2014 e 2015, respectivamente.

Investimentos. A obra de extensão de 10,9 km da Linha 5-Lilás, da Estação Adolfo Pinheiro até a Chácara Klabin, na zona sul, foi a que recebeu o maior volume de investimentos (R$ 1,2 bilhão). O Metrô prevê inaugurar as Estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin em julho e outras seis até o fim do ano. Já a Estação Campo Belo ficou para 2018.

O segundo maior investimento (R$ 518 milhões) foi feito nas obras da Linha 15-Prata, o monotrilho da zona leste, que também havia sido prometido para 2014 com 26,6 km de extensão e 18 estações até Cidade Tiradentes, mas foi reduzido e agora deve ser concluído com 15,3 km até Iguatemi, em 2021.

Já as obras das Linhas 4 e 17, retomadas no segundo semestre de 2016 após rompimento de contrato com as empreiteiras, receberam os menores investimentos: R$ 147 milhões e R$ 137 milhões, respectivamente. Inicialmente prevista para 2014, a Linha 17 (Congonhas-Morumbi) deve entrar em operação em 2019 com menos da metade da extensão. Já a extensão da Linha 4 ficou para 2020. Neste ano, o Metrô prevê entregar as Estações Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Um policial nos trilhos a cada 6 quilômetros

Ladrões atacam nos vagões da SuperVia quando os trens estão prestes a chegar ou sair da estação

28/03/2017 06:34:58
BRUNA FANTTI
http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2017-03-28/um-policial-nos-trilhos-a-cada-6-quilometros.html

Rio - Atualmente, o Grupamento de Polícia Ferroviária (Gpfer) conta com 25 policiais para a atividade de patrulha nos trens, além de outros 20 agentes que trabalham pelo Programa Estadual de Segurança nos Serviços Públicos em Regime de Concessão. Eles são responsáveis pelo policiamento em 102 estações, distribuídas em 270 km da malha ferroviária.

“Fazer esse patrulhamento não é simples. Mas a gente atua de forma abrangente e houve redução de roubos neste ano”, disse o comandante do Gpfer. Neste primeiro trimestre do ano, foram 72 ocorrências, incluindo roubos de cabos, contra 107 em igual período de 2016 (queda de 32%).


Na Central do Brasil, o major Cristiano Almeida, comandante do Grupamento Ferroviário da PM, diz que ocorrências nos trilhos e trens da SuperVia caíram 32% neste ano. Sandro Vox / Agência O Dia

Forma de roubos já conhecida

O ajudante de obras Domingos José Rodrigues Gomes se recupera em casa após ser baleado em uma tentativa de assalto dentro de um trem, na manhã de ontem. De acordo com o relato de uma testemunha, o criminoso fez o disparo quando a porta do trem já se fechava, no ramal Japeri.

“Ele roubou duas mulheres e pediu o celular. Quando ele foi entregar o telefone, a porta começou a fechar, e o bandido atirou”, contou um amigo que o acompanhava, na 57ªDP (Nilópolis). Domingos foi atingido de raspão na barriga e a bala se alojou em seu braço direito. Após ser socorrido no Hospital da Posse, foi liberado para seguir o tratamento em casa.

A forma como o criminoso efetuou o roubo (aproveitando a chegada da composição em uma plataforma) já é conhecida pelo comandante do GpFer. “Os roubos em trens ocorrem quando o trem está saindo de uma estação ou chegando em outra. A vítima normalmente está mexendo no celular. O criminoso, então, pega rápido o telefone, sai do trem e a porta se fecha.

O aviso do roubo pela vítima só vai ocorrer na outra estação”, contou o major Cristiano Almeida, de 41 anos. Segundo o oficial, a violência no assalto de ontem a Domingos o surpreendeu. “Não tenho notícias de outros casos de violência durante roubos ou furtos. Não há notícias de casos assim”, disse.

As câmeras do trem da Supervia não filmaram a ação. A polícia, agora, procura imagens de quando o assaltante entrou no trem para tentar identificá-lo. Para evitar ser roubado, o serralheiro Douglas Santos, 25, já não usa o telefone dentro do trem. “Faço ligações e vejo redes sociais aqui na plataforma. Dentro do trem, evito ficar próximo às portas e não pego no telefone. Também não uso a mochila nas costas”, contou.

A dona de casa Margarida Ramos, 52, usava o trem pela terceira vez ontem. “Tenho que ir para Pedra de Guaratiba. Como os assaltos aumentaram nos ônibus, resolvi ir de trem. Mas tenho muito medo de assalto. Fico o tempo todo da viagem tensa, sentada, segurando a bolsa”, disse. Ela nunca foi assaltada ou presenciou um assalto em trem. “Posso garantir que o trem é um transporte seguro”, afirmou o major.

Tiroteios interrompem com frequência circulação de trens

Os quase 300 quilômetros da linha férrea atravessam inúmeras favelas que sofrem com troca de tiros frequentes, motivo de interrupção frequente dos trens. Apesar de não ter registro de passageiros feridos por balas perdidas, ano passado um trecho foi fechado devido à violência.

Em dezembro, a Supervia decidiu encerrar definitivamente a circulação de trens no trecho que liga Deodoro a Honório Gurgel. Um dos motivos seria que a circulação nesse itinerário era frequentemente paralisada devido à troca de tiros nas proximidades.

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Para o segurança privado Gilmar Lucas, 55, a segurança na Supervia é falha em estações mais afastadas. “Você só vê policiais nas estações mais movimentadas e, conforme a noite avança, o número de policiais diminui. No final de semana, quando o trem é parador, o policiamento é quase inexistente”, opinou.

De acordo com o major Cristiano Freitas, comandante do Gpfer, o policiamento é feito em duplas, que revistam os passageiros. “Temos o efetivo baixo. Mas, somente no ano passado, foram 582 conduções à delegacia. A maioria de pessoas com porte de drogas, outras presas em flagrante por roubos”, disse.

Em algumas ações criminosas, os assaltantes atuam em duplas e conseguem roubar um número maior de pessoas. “Nesse caso chamam de arrastão. Mas não é como aqueles em praias, que são vários assaltantes. Isso não ocorre”, disse Almeida.


O oficial pretende fazer um curso para capacitar mais policiais que possam atuar no sistema ferroviário. Em nota, a Supervia afirmou que o policiamento dentro dos trens é de responsabilidade do Gpfer.