terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

MT vê "falhas grosseiras" e cogita abandonar obra de trem bilionário


Vinícius Segalla
Do UOL, em Cuiabá
09/02/201515h16

O Governo do Estado de Mato Grosso estuda o que fazer com a obra paralisada do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de Cuiabá, obra licitada por R$ 1,47 bilhão que deveria ter ficado pronta para a Copa do Mundo de 2014, mas que ainda não está na metade. Na manhã desta segunda-feira, autoridades estaduais revelaram um quadro sombrio em relação ao projeto, a informaram que cogitam até abandonar a obra, que já consumiu cerca de R$ 1 bilhão, sendo 90% deste valor de recursos federais.

O atual governador de Mato Grosso, Pedro Taques, assumiu o cargo no início de janeiro deste ano e paralisou todas as obras que ainda não haviam sido concluídas, a fim de passar um pente fino nos contratos e nas operações, antes de seguir adiante.

Em relação ao VLT, o secretário de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, informou que, além do R$1 bilhão já gasto no projeto, seriam necessários mais cerca de R$ 800 milhões para concluí-lo, já que o contrato feito pela administração estadual anterior, do ex-governador Silval Barbosa, prevê que os valores a serem pagos pelo poder público ao consórcio construtor sejam reajustados anualmente segundo variações cambiais e a depender do tempo de duração da obra.

Conforme o UOL Esporte adiantou no último domingo, relatórios feitos por uma empresa independente que gerencia a obra do VLT revelam uma série de problemas que não haviam sido tornados públicos até então. Para o secretário Oliveira, o povo de Mato Grosso foi enganado em todos os principais quesitos envolvendo a obra: ela será mais cara que o anunciado (o valor estimado inicialmente foi de R$ 696 milhões), demorará mais tempo para ficar pronta e terá uma tarifa final para o usuário na casa dos R$ 6, caso não haja subsídio governamental à operação.

A CGE (Controladoria Geral do Estado) detectou a falta de projeto executivo da obra, bem como problemas na qualidade e na gestão financeira. Os relatórios apontam ainda a falta de um cronograma para conclusão das obras, falhas de cálculo do valor tarifário e incerteza sobre o custo final da implantação do modal.

Diante deste quadro, afirma o secretário, não possível dizer ainda qual a melhor solução para a obra paralisada: se concluí-la nos moldes do projeto atual, se repactuar o contrato com o consórcio construtor, alterando o projeto, ou ainda desistir de implantar o VLT, substituindo-o por outra solução de transporte, como corredores exclusivos de ônibus.

O governador Pedro Taques, que também esteve na audiência desta segunda, disse ser contrário ao abandono da obra, mas que é preciso que a sociedade entenda os custos de cada uma das possibilidades. "Eu sou contra desistir do VLT agora. Mas é necessário transparência, é necessário que a sociedade entenda a realidade em que nos encontramos. Esta obra só poderá ficar pronta em 2016, a um custo mais alto que o previsto, e com um modelo tarifário que precisa ser construído", disse o governador.

A empresa gerenciadora contratada para fiscalizar as obras começou a atuar em abril de 2013, oito meses após o início da implantação do VLT. Conforme os relatórios da gerenciadora, a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) vinha sendo alertada desde abril de 2013 sobre problemas existentes na construção do novo modal. Entre as questões elencadas estavam a falta de um projeto executivo adequado e diferenças consideráveis do cronograma proposto pelo consórcio e o que efetivamente foi executado.

Em maio daquele ano, a gerenciadora emitiu um segundo relatório em que destacava a falta de projetos para o andamento das obras do modal. Além disso, fazia referência à falta de qualidade dos projetos apresentados pelo consórcio construtor da obra. "Como já mencionado, nenhuma pressão por prazo pode justificar a falta de qualidade", diz trecho do documento de avaliação encaminhado à extinta Secopa no referido mês. Em junho, outro relatório apontou que eram constatados "erros grosseiros de construção".

Naquele momento, o governo já havia pago mais pela obra do que efetivamente teria sido construído. Em abril, um levantamento mostrou que 84% do que foi pago até ali se referia a adiantamento e apenas 16% por serviços realmente efetuados. O relatório apontava ainda que em maio apenas 7% da obra estava pronta. Entretanto, conforme o cronograma do consórcio construtor, esse percentual teria que ser de 55%. Sendo assim, seguindo o contrato original, existiam mais 16 meses de contrato e 93% para ser concluída.

A análise da gerenciadora apontava que as obras não seriam concluídas dentro do cronograma firmado em contrato. "Assim, projetando-se a evolução do empreendimento com base na velocidade atual de implantação, pode-se dizer que o Consórcio Implantador nem de perto conseguirá cumprir o prazo contratual. Na verdade, com o desempenho atual, o final da implantação deverá ocorrer muitos meses após o fim do prazo oficial, senão após anos", frisou a gerenciadora. Destaca que a Secopa foi exaustivamente lembrada disso por meio de relatórios e ofícios.

Erros constatados
Por diversas vezes a gerenciadora das obras do VLT informou a Secopa sobre a necessidade de se ter um projeto executivo, de fato. Dados apresentados nos relatórios da CGE mostram que apenas 39% dos projetos foram aprovados sem ressalvas, 40% foram aprovados com ressalvas, 6,1% estão sob análise e 12% foram reprovados. A ponto de o gerenciador afirmar que muitos projetos executivos entregues pelo construtor poderiam ser caracterizados como projetos básicos, tendo em vista o nível insuficiente de detalhes.

Além dos problemas encontrados nas obras de arte que fazem parte do VLT, o gerenciador destacou no relatório de julho de 2013 que o projeto executivo de geometria possui deficiências de ordem técnica que poderão comprometer a qualidade de implantação e operação do VLT. Em alguns casos, como na Avenida Coronel Escolástico, o projeto propõe três faixas no sentido Coxipó-Centro e apenas uma no sentido contrário. Para o gerenciador, dependendo do volume de tráfego futuro isso pode gerar prejuízo para a população, tendo em vista que o trânsito será desviado para ruas que não suportam tais demandas.

Estudo tarifário
O Governo do Estado deve contratar uma empresa para que faça um novo cálculo tarifário do sistema, considerando a integração do VLT com o modal rodoviário. Levantamentos prévios mostram que a passagem poderia custar mais de R$ 6 por viagem. "Somente um estudo completo da Rede Integrada de Transportes, compreendendo um novo arranjo para o Transporte Coletivo para Cuiabá e Várzea Grande poderá determinar a viabilidade de integração do VLT com o sistema rodoviário, e seu custo calibrado", aponta um trecho do relatório.

O estudo também deve atender uma nota técnica da Controladoria Geral da União (CGU), que reconheceu que a operação do VLT é deficitária, ou seja, precisará de aporte financeiro em seu funcionamento.


Ceará realiza nova licitação do VLT Parangaba-Mucuripe

09/12/2014 - G1 CE
A Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra) realiza nesta quarta-feira (10) a retomada do processo de conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) Parangaba-Mucuripe. A conclusão havia sido prometida inicialmente para o período da Copa do Mundo, em junho deste ano, e foi paralisada após rompimento de contrato com a empresa responsável, que atrasou o andamento das obras. As obras estão 50% prontas, segundo o Governo do Estado.

Serão apresentadas as propostas de preço para a licitação do tipo menor preço para a conclusão das obras VLT. A diferença neste novo certame é que o preço proposto será divulgado antecipadamente.

A licitação anterior, promovida em agosto de 2014, recebeu uma proposta do consórcio VLT-Fortaleza, formado pelas empresas de engenharia Marquise e Engesol. A proposta não foi aceita após analisada por técnicos da Seinfra.

O novo modelo de proposta de contratação permite contratações públicas mais rápidas e eficientes para obras beneficiadas com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), como é o caso do VLT. Por esse método vence a empresa que apresentar o lance de menor valor global perante seus concorrentes.

VLT Parangaba-Mucuripe
O Ramal do VLT Parangaba-Mucuripe é um projeto da Seinfra em conjunto com a Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos - Metrofor que visa a remodelação do ramal ferroviário Parangaba-Mucuripe, atualmente utilizado para transporte de carga, objetivando a utilização do mesmo para transporte de passageiros.

O Ramal atravessa 22 bairros, que representa 505.162 habitantes (aproximadamente 20% da população da cidade) e possui uma densidade demográfica de 9.717,65 hab/km2 (22% acima da média de Fortaleza). Um estudo de viabilidade realizado entre os dias 25 e 29 de maio de 2006 resultou uma previsão de demanda potencial de 90.000 passageiros por dia.


O projeto prevê, dentre outras, a construção de três tipologias de estação, sendo uma elevada (Parangaba), a do Papicu (que fará a integração com a Linha Leste do Metrô e o terminal) e outro tipo de padronização para as outras seis estações: Montese, Vila União, Rodoviária, São João do Tauape, Pontes Vieira e Mucuripe. Os modelos constam do material descritivo.

CBTU Natal tem VLT em operação parcial

02/12/2014
O primeiro dos 12 VLTs adquiridos pela CBTU Natal passou pela fase de testes e deve iniciar hoje (02/12) a operação com passageiros de forma parcial. A CBTU pretende inserir os Veículos Leves sobre Trilhos gradualmente no horário comercial, devendo utilizar inicialmente os horários intermediários e com menor fluxo de passageiros.

O superintendente da CBTU, João Maria Cavalcanti, informou que o VLT fará tanto o trajeto da linha norte (Natal/Ceará-Mirim), quanto na linha sul (Natal/Parnamirim). A expectativa é de que dentro de 15 dias o VLT inicie a operação oficial na grade horária.

Os VLTs foram adquiridos com a fabricante Bom Sinal. O investimento foi de R$ 154 milhões, por meio do PAC Equipamentos do Governo Federal.

Serviço
Horários das viagens do VLT:

Natal/Ceará-Mirim: 9h44 - 12h40
Ceará-Mirim/Natal: 11h12 – 14h08
Natal/Parnamirim: 8h16 – 15h18

Parnamirim/Natal: 9h08 – 16h10

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

No Recife, obras do VLT na Zona Norte começam no 2º semestre de 2014

Corredor será instalado na Avenida Norte e terá 13,4 quilômetros.
PCR detalhou nesta quinta investimentos anunciados pela presidente Dilma.
Do G1 PE

A Prefeitura do Recife detalhou, nesta quinta-feira (19), como será a aplicação dos investimentos de R$ 2,9 bilhões em mobilidade urbana anunciados pela presidente Dilma Rousseff durante visita ao Complexo Portuário de Suape, no Litoral Sul do estado, na última terça (17). A linha de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Avenida Norte, um dos projetos mais esperados para desafogar o trânsito na região, vai contar com 13,4 quilômetros e as obras devem ser iniciadas no segundo semestre de 2014, com previsão de 24 a 30 meses de duração.
O trecho Norte do VLT vai contar com 17 estações, do Terminal Integrado da Macaxeira até o TI Joana Bezerra, atendendo a uma demanda estimada em 128 mil passageiros por dia. “Esse é um projeto que atende uma área de alta densidade demográfica, que gera uma demanda muito forte para o sistema coletivo de transporte”, explicou o secretário de Desenvolvimento e Planejamento Urbano, Antônio Alexandre.
A licitação para a implantação do VLT deve sair em março do próximo ano e vai incluir tanto o projeto executivo, quanto a obra. “Com isso, nós ganhamos tempos ao incluir os dois, se não, seria uma licitação para o projeto, outra para a obra”, pontou o secretário de Infraestrutura e Serviço Urbano, Nilton Mota.

O corredor do VLT vai seguir pelo canteiro central da Avenida Norte, muito semelhante às pistas exclusivas de ônibus. Ele vai passar pela Avenida Cais do Apolo, Ponte Giratória, Avenida Sul até chegar ao TI Joana Bezerra. “Vão ser necessárias algumas desapropriações, mas tudo isso faz parte do estudo”, adiantou Alexandre. O projeto prevê, ainda, entre outros pontos, drenagem da via, embutimento de fios, uma ciclovia e obras nas calçadas.

A Avenida Domingos Ferreira, na Zona Sul da capital, também deve receber uma linha de VLT. Serão investidos R$ 31,7 milhões em estudos técnicos e de viabilidade econômica para a implantação do projeto na via e em outra área central do Recife. “Os corredores de ônibus já entram antecipando como prioridade de transporte coletivo na Avenida Domingos Ferreira para que, concluindo o estudo do VLT, ele entra e substitui”, detalhou a presidente da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), Taciana Ferreira.

Ônibus e barcos
Os cinco corredores exclusivos de ônibus, outro investimento anunciado pela presidente Dilma Rousseff, vão custar R$ 98,3 milhões e serão semelhantes à linha azul recém-implantada no Recife. Os projetos preveem 5,5 quilômetros de pista exclusiva na Avenida Abdias de Carvalho, sete quilômetros na Avenida Beberibe, 2,6 quilômetros na Avenida Recife, oito quilômetros na Avenida Abdias de Carvalho, onde já começou a troca de placas de concreto, e 11,3 quilômetros na Avenidas Domingos Ferreira.

Já o projeto do corredor fluvial sul, que irá transportar passageiros em barcos pelo Rio Capibaribe, conta com 9,5 quilômetros, saindo da Agência Central dos Correios, na Avenida Guararapes, passando pelo bairro da Imbiribeira até chegar ao ponto final na Bacia do Pina, na altura da Rua Antônio Falcão. O projeto, realizado através de uma parceria do governo federal com o estado, está orçado em R$ 172 milhões.

Receitas não-tarifárias completam orçamento do Metrô de SP

04/12/2014
As receitas provenientes de fontes não ligadas à tarifa do serviço de transporte, como publicidade, aluguel de terrenos e cessão de espaços ao varejo, entre outras, são essenciais para que o Metrô de São Paulo equilibre suas contas. Este foi um dos resultados apresentados por George Millard, gerente de negócios do Metrô paulista, no Fórum Movecidades, ontem (03/12), em São Paulo.

Segundo Millard, o Metrô de São Paulo consegue hoje captar até US$ 0,07 por passageiro em receitas não-tarifárias. O índice ainda é baixo comparado com o metrô de Hong Kong, por exemplo, o mais eficaz do mundo em receitas desse tipo, que atingem quase US$ 0,40 por passageiro. Mas, ao menos, o volume arrecadado pelo metrô paulista garante que, somado às receitas com a tarifa, as contas fechem de forma equilibrada. "Conseguimos empatar com os custos", afirmou Millard.

O Metrô de São Paulo trabalha essencialmente com quatro fontes de receitas não-tarifárias: publicidade, desenvolvimento imobiliário, varejo, e um quarto conceito denominado "inovação". Somadas essas frentes, a arrecadação não-tarifária atinge cerca de 10% do equivalente à receita com tarifas, o que representa um reforço de caixa que diminui a dependência de repasses do governo estadual.

Dessas quatro frentes de arrecadação, segundo Millard, cerca de 49% é proveniente do que a companhia denomina "desenvolvimento imobiliário". São as receitas que vêm de contratos de uso de seus terrenos, explorados por shopping centers, estacionamentos, terminais de ônibus, entre outros. O Metrô de São Paulo conta hoje com cinco shoppings junto a algumas de suas estações, e dois outros estão em construção.

O segmento do varejo, que responde por 23% das receitas não-tarifárias, é o que gera ganhos com a cessão de espaços em suas estações para lojas, quiosques, estandes e máquinas dispensadoras de produtos. Millard explicou que apenas 40% da capacidade de seu espaço é cedida a locatários varejistas. É necessário estabelecer limites para não comprometer a circulação do público.

Outros 22% são provenientes de publicidade, tanto dentro dos trens quanto nas paredes das estações. O restante vem do que a companhia chama de "inovação", que corresponde à exploração de novos serviços de modo criativo, como aplicativos de geolocalização que integram o metrô a empresas nos arredores das estações, oferencendo ao público passante serviços em tempo real, entre outras possibilidades.


George Millard concluiu sua apresentação explicando que convém planejar essas maneiras de se gerar receitas não-tarifárias antes mesmo das estações serem construídas. Atualmente, o Metrô constrói os espaços e depois procura descobrir como rentabilizar essas áreas disponíveis. O ideal é planejar isso previamente, o que aumentaria ainda mais o potencial de arrecadação com esses tipos de serviços.

Recife recebe 50,6 km de faixa azul e requalificação do VLT

Publicado em 26/11/2014 às 9:01 por Júlio Cirne em Notícias

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), se reuniu com o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, na manhã dessa terça-feira (25)  em Brasília. Durante o encontro foi garantido o repasse de R$ 122 milhões para investimentos em mobilidade na capital pernambucana.
Do total dos repasses, R$ 98,3 milhões serão destinados à implementação de cinco corredores do sistema Bus Rapid Service (BRS), conhecidos como “faixa azul”, enquanto que R$ 24 milhões serão destinados à elaboração de obras nas linhas Centro e Sul do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos).
A implementação dos corredores do BRS deve contemplar 23 bairros da cidade, com um extensão de 400 km nas avenidas Abdias de Carvalho, Beberibe, Recife, Mascarenhas de Moraes/Av Sul e o binário da Domingos Ferreira/Herculano Bandeira com a Conselheiro Aguiar/Antônio de Gois.
Os corredores recebem ainda iluminação, monitoramento por câmeras, reformas de calçadas e pavimentação, instalação de painéis de mensagens variáveis, além de detectores de fluxo veicular e substituição de abrigos.
O prefeito considera que a implantação do BRS resultará na diminuição do tempo das viagens e na consequente melhoria na qualidade de vida do recifense: “Com esses corredores, mais de 400 mil recifenses serão beneficiados por 50 km de calçadas requalificadas e viagens mais rápida e confortáveis de ônibus”.
No encontro, o prefeito esteve acompanhado do secretário de Infraestrutura e Serviços Urbanos do Recife, Victor Vieira, do chefe do Gabinete de Projetos Especiais, João Guilherme Ferraz, e da presidente do Instituto Pelópidas Silveira, Evelyne Labanca.
O prefeito ainda tratou das cartas-consultas que solicitam estudos de viabilidade econômica e técnica e elaboração de projetos de engenharia nos dois trechos das linha Centro e Sul do VLT do Recife. O trecho da linha Centro compreende a ilha de Joana Bezerra. Já o da linha Sul compreende o trecho que segue pela Av Domingos Ferreira.

As obras devem começar quatro meses depois da assinatura do contrato de repasses de recursos. A obra deve ser licitada e o repasse será realizado através de financiamento pelo governo federal.

Falha em projeto paralisa construção de linha do monotrilho de Alckmin

04/12/2014 - Folha de S. Paulo
Uma falha no projeto do monotrilho da zona leste de São Paulo vai atrasar e encarecer a obra do governo Geraldo Alckmin (PSDB), orçada em R$ 6,4 bilhões.

Engenheiros "descobriram" galerias de águas de um córrego embaixo da av. Professor Luiz Ignácio de Anhaia Mello. O governo, agora, fez um novo projeto e decidiu mudar o córrego de lugar.

Na prática, nos locais inicialmente desapropriados e depois descampados, não há como perfurar o solo para fincar a estrutura da estação, já que as galerias estão abaixo.

A obra foi interrompida, e o Metrô, empresa do governo estadual responsável por essa linha, terá de readequar o projeto para ao menos três das oito novas estações.

A última previsão da gestão tucana era entregar as estações em 2015 -agora devem ficar para 2016. Hoje a linha funciona em fase de testes apenas no trecho de menos de 3 km entre as estações Vila Prudente e Oratório.
A Folha visitou as áreas das futuras estações, entre Oratório e São Mateus.
Sob a condição de anonimato, engenheiros da obras disseram que as futuras estações de São Lucas, Camilo Haddad e Vila Tolstói foram diretamente afetadas.

Apenas em São Mateus há colunas para a futura estação, mas a obra está parada. Nas demais, nada foi construído, e os terrenos seguem vazios. Nas áreas visitadas, funcionários trabalhavam nos trilhos ou nos canteiros próximos a colunas.

ADITIVOS
No ano passado, o então responsável pelo departamento de obra civil da linha 15, José Arapoty Prochino, afirmou à revista "Infraestrutura Urbana" que, devido à existência do córrego, seria preciso alterar a forma de instalar as fundações da linha. As obras da linha foram fatiadas em diversas licitações.
Um consórcio liderado pela empresa Somague foi contratado por R$ 144 milhões para erguer quatro estações -as três afetadas pelas galerias e uma quarta, Vila União.

Em outubro deste ano, o Metrô assinou o quinto aditivo nesse contrato, prorrogando o prazo de execução dos serviços para abril de 2015.
Uma concorrência de R$ 512 mil foi aberta no mês passado para a elaboração do projeto paisagístico e de engenharia do canteiro central, no trecho até São Mateus.


Prevista para ser concluída até o fim de 2015, a licitação visa contratar uma empresa para, entre outros serviços, projetar o tipo de "fundação adequado diante do comportamento do subsolo local".

Metrô afirma que 31,2 km de vias e 26 estações estarão em construção em 2015

Estadão 26/12/201407h39


O Metrô de São Paulo informou, por meio de nota, que as duas estações já entregues na linha 15-prata passarão a funcionar integralmente em 2015. Para o mesmo ano, a empresa promete o início das perfurações da pinha 6-laranja (entre a Vila Brasilândia, na zona norte, e São Joaquim, na região central) e a obra da extensão da linha 2-verde, entre a Vila Prudente e a Dutra, em Guarulhos.

"Além disso, mais 31,2 km de vias e 26 estações estarão em construção com o início das obras das linhas 2 (prolongamento) e 18, que ligará São Paulo ao ABC", afirma o texto.

A CPTM, por sua vez, informou que, além da entrega das três estações renovadas, em 2015 "terão início as obras de construção da nova Estação União de Vila Nova, na linha 12, e a reconstrução de 18 estações, além da implementação de um terminal de ônibus metropolitano, em Franco da Rocha". A reconstrução das paradas está orçada em R$ 590 milhões, verba que virá do governo federal, "que, até o momento, não definiu a data de repasse".


A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) também planeja entregar em março "a primeira fase do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) da Baixada Santista", que "terá 11 km de extensão e ligará São Vicente (Barreiros) ao Porto de Santos". A segunda etapa terá 8 km e unirá Conselheiro Nébias e Valongo, em Santos.