quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Veja como serão os trens da Linha 13-Jade, que atenderá o Aeroporto de Guarulhos


03/09/2017 - Metrô CPTM

Após uma longa análise, o contrato para fabricação de oito trens destinados à Linha 13-Jade da CPTM foi assinado na sexta-feira (01) pelo governador Geraldo Alckmin. As composições serão as primeiras de origem chinesa usadas na empresa e contarão com alguns diferenciais em relação ao restante da frota como os bagageiros destinados sobretudo aos passageiros originários do Aeroporto de Guarulhos.

A CPTM divulgou algumas ilustrações desse novo trem, cuja denominação interna ainda é um mistério. A maior novidade será mesmo o espaço para bagagens, instalado nas laterais dos vagões no lugar de um assento. Antes se imaginava que esses bagageiros ficariam sobre os bancos como se vê em outros sistemas. As projeções também mostram uma novidade, o botão de abertura das portas, um recurso usado em alguns sistemas como o parisiense. Com ele, as portas abrem apenas quando há passageiros entrando ou saindo do trem.

Os novos trens deverão ser entregues em até 23 meses, ou seja, a data limite seria por volta de agosto de 2019 quando a Linha 13 já estará em operação plena. Enquanto isso, segundo a CPTM, serão usados trens da Série 8500 ou 9500 que estão sendo entregues no momento para as Linhas 7 e 11 – antes existiam rumores que a Série 9000 faria esse serviço de forma provisória.

A nova série, a ser fabricada pelo consórcio Temoinsa-Sifang será equipada com todos os equipamentos de sinalização existentes na CPTM, o ATC, ATO e o CBTC, que ainda não é usado em nenhuma linha. O financiamento para a fabricação virá do Banco Europeu de Investimento, que disponibilizou 85 milhões de euros (R$ 317 milhões) para o projeto. O custo total dos oito trens será de R$ 316.720.807, segundo o governo.

4º aeroporto do país a ser interligado a um sistema ferroviário

A licitação para os trens da Linha 13, que ligará o Aeroporto de Guarulhos à rede metroferroviária, foi lançada em janeiro de 2016 e aberta em março do ano passado. O vencedor, no entanto, só foi revelado nos últimos dias de 2016, após longa análise pelo BEI. A novidade foi o consórcio chinês desbancar a espanhola CAF e a coreana Rotem, que têm fornecido os trens para a CPTM nas últimas licitações. As duas entraram com recursos contra o resultado dias depois do anúncio que só foi negado em agosto passado, permitindo que enfim o contrato pudesse ser assinado.

O governador Geraldo Alckmin, em mais uma frase eleitoreira disse que Guarulhos “será o primeiro aeroporto da América do Sul interligado ao sistema ferroviário”, esquecendo-se ou ignorando que os aeroportos Salgado Filho (Porto Alegre) e Guararapes (Recife) já são conectados à linhas ferroviárias há bastante tempo. O primeiro, inclusive, possui aquilo que a concessionária GRU Airport prometeu e não vai cumprir, um people mover, que leva os passageiros da porta do terminal até a estação da Trensurb.


A aeroporto paulista corre o risco de não ser o terceiro da lista afinal Salvador deve abrir uma estação de metrô próxima do aeroporto Luiz Eduardo Magalhães na região de Lauro de Freitas ainda em 2017.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Metrô de Belo Horizonte passa a operar até meia-noite a partir de segunda-feira


01/09/2017 - Estado de Minas

Depois de um longo impasse que terminou até em ação Judicial, o metrô de Belo Horizonte vai começar a funcionar até meia-noite na próxima segunda-feira. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) vai iniciar, em caráter experimental, a operar até este horário. A medida será feita até 30 de setembro. Atualmente, as composições rodam de 5h às 23h.

De acordo com a CBTU, os testes serão para avaliar se o serviço é viável. “Durante a fase de testes, a empresa vai realizar estudos experimentais que permitirão avaliar aspectos como: demanda, custos adicionais, intervalos entre viagens, segurança operacional, adequações necessárias nas rotinas de manutenção e operação, entre outras medidas”, disse a empresa.

O horário é uma demanda antiga dos vereadores da capital mineira, que alegam terem sido cobrado por usuários. O projeto de lei apresentado em 2014, que estabelece que o sistema metroviário da capital deve funcionar uma hora a mais que o habitual, foi aprovado em dezembro. Porém, um mês depois teve a primeira reviravolta.

Recém empossado, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) vetou o projeto alegando que o sistema metroviário faz a ligação de BH com outros municípios, tirando, assim, a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a situação. Outro argumento de Kalil foi em relação à CBTU. Segundo o administrador, a companhia também não teria autonomia para realizar a mudança no horário de funcionamento do metrô, devido à dependência de recursos federais para manter o funcionamento do sistema metroviário.

Em março, os vereadores derrubaram o veto. Eles alegaram, no plenário da Câmara que a ampliação do horário de funcionamento das atividades no metrô representaria melhorias nas condições no transporte público de BH, além de favorecer os usuários que precisam se deslocar pela cidade no período noturno.

Justiça

Diante da situação, a CBTU entrou na Justiça para barrar a lei 11.031/17, alegando, entre outros motivos, foi a usurpação de competência, por parte do município de Belo Horizonte, para legislar sobre assunto relativo a transporte intermunicipal. Em maio, o juiz Rinaldo Kennedy Silva, da 2ª Vara de Feitos da Fazenda Pública Municipal da Comarca de Belo Horizonte, concedeu liminar à Companhia suspendendo o cumprimento da norma.


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Plataforma permite comparar uso do solo e infraestrutura de cidades


25/04/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
À medida que as cidades crescem e se tornam mais densas –a população urbana no mundo deve aumentar mais de 40% nos próximos 30 anos–, aumentam a diversidade de problemas e sua complexidade.

A busca para a solução desses problemas envolve estudiosos e pesquisadores, que procuram entender os fenômenos urbano-sociais, os mecanismos de crescimento das cidades, os efeitos colaterais oriundos desse processo, e a forma de contornar eventuais impasses e distorções.

Nesse contexto surge o urbanismo comparado, cujo objetivo é através da confrontação de informações e dados, desenvolver o entendimento do que é válido para todas as cidades, ou para determinada cidade, em determinadas situações.

Não é surpresa para ninguém que cada lugar tem características especificas e únicas sobre vários aspectos, mas o que chama a atenção é que diversos lugares espacialmente separados entre si podem ter características muito similares em varias situações.

O urbanismo comparado consiste, portanto, no estudo e sistematização de metodologias que possam avaliar as similaridades e diferenças entre cidades e processos urbanos, para que essas informações possam ser utilizadas como ferramenta para o auxilio na evolução do planejamento das cidades.

As cidades sofrem processos de urbanização bastante diferentes em várias partes do mundo, que operam para produzir uma grande variedade de formas de desenvolvimento espacial e social. Uma perspectiva comparativa é essencial para o entendimento desses processos, e para a assimilação dessas experiências em benefício da evolução dos conceitos de planejamento urbano.

A avaliação criteriosa dos diferentes indutores da rearticulação e reconfiguração espacial das áreas urbanas, das plataformas de competitividade econômica e estruturas de gestão, das novas formas de incentivo e parcerias público-privadas, entre tantos outros aspectos característicos da vida urbana, pode ser uma ferramenta importante para a reorganização do pensamento sobre a estruturação das cidades.

Contudo essa comparação se torna difícil, uma vez que as cidades não coletam as informações da mesma maneira, não as georreferenciam da mesma forma, e utilizam mapas com escalas diferentes. Não existem também modelos adequados para comparar de forma ponderada informações como renda, custo de vida, distribuição de água, matriz energética, mobilidade, etc.

Esse problema, entretanto, parece estar próximo de uma solução. Richard Saul Wurman, criador do TED, uniu-se com a Esri (Environmental Systems Research Institute), empresa que detém uma das mais poderosas plataformas de mapeamento georreferenciado e tecnologia para análise de dados, para desenvolver o Urban Observatory.

Com o Observatório Urbano, será possível cotejar dados das cidades em inúmeros aspectos, como demografia, uso do solo, infraestrutura e transportes, numa plataforma que procura prover o entendimento das questões através da comparação.

Com as informações georreferenciados em mapas de mesma escala, a cartografia comparada tornará possível compreender mecanismos de desenvolvimento, falhas, sucessos e oportunidades no planejamento urbano, estabelecendo uma linguagem comum para as cidades compartilharem e aprenderem umas com as outras.

Os benefícios do Observatório Urbano poderão ser usufruídos pelos governos e pela iniciativa privada. A análise comparativa das informações mapeadas será, dentre muitas outras possibilidades, importante para ajudar na estruturação e planejamento de novas comunidades, corrigir problemas existentes, atrair capital, e avaliar a expansão de negócios.

Enfim, uma grande ideia, que pode ser de extrema utilidade para a evolução do planejamento urbano.

Claudio Bernardes é engenheiro civil e atua como empresário imobiliário há mais de 30 anos. É presidente do Conselho Consultivo do Secovi-SP.


24/04/2017 – Folha de S.Paulo

Avaliação inicial aponta viabilidade para implantação do VLT de Maringá


28/08/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
Executivos da Egis, empresa francesa de engenharia e estruturação de projetos, considerada uma das maiores do mundo em sua área, estiveram em Maringá semana passada, percorreram o traçado proposto para instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e concluíram pela viabilidade inicial do projeto. O traçado liga a Praça Ivaí, no Fim da Picada, ao aeroporto velho, deslocando-se em duas mãos por trilhos instalados no canteiro central da avenida Brasil. Ainda não há custo estimado para obra.

O secretário de Mobilidade Urbana (Semob), Gilberto Purpur, defende o projeto como indispensável para modernizar o transporte coletivo Urbano. Argumenta que o VLT não apenas reforça a capacidade de deslocar pessoas com conforto e segurança, mas também representa importante intervenção que valoriza o espaço urbano. “Não se trata apenas de um meio de transporte, mas também de instrumento de reorganização do espaço urbano, promovendo a modernização do entorno”, afirma.

Phillipe Grizses, diretor de Engenharia de Ferrovias e Transporte Urbano, e Alexandre Seixas, gerente de Consultoria, executivos da Egis no Brasil, entendem que as condições topográficas da cidade, em particular da avenida Brasil, reúnem as características adequadas para implantação do projeto. O traçado não exige grandes obras, como viadutos, e desapropriações, o que reduz o custo do empreendimento. Diferente do que ocorreu com as obras do VLT no Rio de Janeiro e Cuiabá.

A estimativa da Secretaria de Mobilidade é movimentar 30 mil pessoas/dia no trecho de 8 km entre a Praça ivaí e o antigo aeroporto. O projeto prevê expansão de ramais para Sarandi e Paiçandu, além da ligação norte/sul, passando pela UEM. O VLT se integraria ao transporte coletivo feito por ônibus, o que demandaria reorganização logística de toda a rede. O empreendimento começaria com um estudo de viabilidade, avançaria para validação do projeto e finalmente licitação. Essas etapas durariam cerca de 10 meses.

A consultoria, cujo trabalho inicial não implica em custo algum para o município, desaconselha o investimento no projeto no formato Parceria Público-Privada (PPP), com o argumento de que o modelo depende da saúde das empresas participantes.

Eventuais problemas financeiros com os investidores privados repercutem negativamente no cronograma de execução da obra. A saída recomendada é a captação de recursos internacionais para financiar o projeto.


24/08/2017 – ODiario.com

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Metrô deve ganhar mais uma estação em Contagem, diz prefeito


28/08/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
O prefeito de Contagem, Alex de Freitas, afirmou nesta quinta-feira que a cidade está prestes a fechar acordo com o governo federal para viabilizar a ampliação do metrô na cidade. Segundo ele, o município se propôs a assumir o financiamento das obras e pretende anunciar nos próximos 45 ou 60 dias o projeto de uma nova estação, a Novo Eldorado.

A cidade busca, dentro do programa Avança Cidades – Mobilidade, do governo federal, um empréstimo de R$ 157 milhões, com quatro anos de carência e 20 anos para pagamento. “Contagem assumirá o financiamento para que conclua mais uma estação do metrô em Contagem e estamos abrindo outras frentes de financiamento para estudar o avanço até Bernardo Monteiro e Boa vista”, disse.

Alex de Freitas disse ter conseguido uma sinalização do presidente Michel Temer (PMDB) no fim do ano e que se encontrou pelo menos cinco vezes com o ministro das Cidades Bruno Araújo sobre a ampliação do metrô. Segundo Freitas, havia um projeto associado à Metrominas, sobre o qual foram feitas as tratativas com o governo federal.


24/08/2017 – Estado de Minas

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Após atrasos, Metrô de SP promete inaugurar três novas estações nesta quarta

Após atrasos, Metrô de SP inaugura três novas estações nesta quarta-feira (6)

Estações Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin, da Linha 5-Lilás, passam a funcionar de forma parcial.
Por Márcio Pinho, G1 SP, São Paulo
06/09/2017 06h02  Atualizado há 20 minutos

Após atrasos acumulados desde 2014, o Metrô de São Paulo promete inaugurar nesta quarta-feira (6) três novas estações da Linha 5-Lilás: Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin. Elas ficam na Zona Sul da capital, entre os bairros de Santo Amaro e Brooklin, e deverão receber cerca de 60 mil pessoas por dia.
A linha 5-Lilás ligará o Capão Redondo às Estações Santa Cruz, da linha 1-Azul, e Chácara Klabin, da Linha 2-Verde. A linha foi prevista pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para 2014. Depois, o prazo mudou para 2015 e 2016. Já em 2017, a promessa foi entregar três estações em julho, mas a previsão mudou para agosto. A inauguração ficou para este início de setembro.
As estações começarão a funcionar em horário parcial, das 10h às 15h de segunda-feira a sábado, e com entrada gratuita para os passageiros que quiserem trafegar apenas entre as três estações. A operação assistida deve durar pelo menos dois meses.
A companhia mantém para dezembro a previsão de entrega de outras seis estações: Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin. Já a estação Campo Belo, que terá ligação com o monotrilho da Linha 17-Ouro, ficará para 2018. Cerca de 850 mil pessoas devem utilizar diariamente os 20 km e as 17 estações da linha quando ela estiver totalmente concluída.
O custo total da linha, orçado inicialmente em R$ 7 bilhões, já está em cerca de R$ 10 bilhões.

Estações
Na quarta-feira (30), o presidente do Metrô, Paulo Menezes, afirmou ao Bom Dia SP que ainda eram analisados resultados de testes para a liberação da operação com passageiros. “Todos os protocolos de segurança foram cumpridos. Nós aguardamos a liberação dos fabricantes para poder utilizar os trens e os equipamentos de via com o usuário”.
Com profundidade de 24 metros, o equivalente a um prédio de oito andares, a estação Alto da Boa Vista tem 13.158 m² de área construída que serão utilizados por cerca de 10 mil passageiros diariamente.
A estação Borba Gato tem 11.657 m² de área construída e 26 metros de profundidade. Deverá receber 20 mil usuários por dia. Localizada no cruzamento das avenidas Roque Petroni Júnior e Santo Amaro, a estação Brooklin tem 28 metros de profundidade e 13.151 m² de área construída. Terá dois acessos, duas plataformas laterais. O Metrô estima que 30 mil pessoas usarão essa estação todos os dias.
As novas estações chamam a atenção por sua arquitetura com cúpulas de vidro. A estrutura permite entrada de luz natural, gerando economia de energia elétrica, e a ventilação natural. Segundo o Metrô, o conceito está alinhado com projetos modernos em outras cidades do mundo.
Com a inauguração desse novo trecho, o sistema metroviário paulista passará a ter 81,1 km e 71 estações.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

VLTs começam a operar em Teresina até junho de 2018; Governo quer levar trens até Altos


01/09/2017 - Cidade Verde

O Governo do Piauí concluiu a concorrência dos novos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e adquiriu três das seis composições licitadas. O secretário estadual de Transportes, Guilhermano Pires, prevê que os VLTs substituam os atuais trens do metrô até junho de 2018. Os trens antigos devem ser envolvidos em um novo projeto, que prevê o transporte da capital até o município de Altos.

O gestor concedeu entrevistas, nesta quinta-feira (31) para o Cidade Verde Notícias, da Rádio Cidade Verde. Ele explicou que além da compra das três composições, será feita a reforma dos trilhos atuais e de algumas estações. Depois será conduzida uma segunda etapa, com mais três VLTs, a duplicação dos trilhos, a construção de mais quatro estações e uma ponte sobre o rio Poti, além de um centro de controle de operações.

"Quando todo o sistema estiver funcionando, nós teremos trens indo e voltando no intervalo de mais ou menos 10 minutos entre um trem e outro", disse o secretário.

A previsão é que a primeira composição, construída em uma fábrica no interior do Ceará, chegue ao Piauí em março ou abril. As outras duas serão entregues entre maio e junho. Os VLTs irão substituir automaticamente os trens da Companhia Metropolitana de Transportes Públicos (CMTP). Quando houver a reforma da linha, com troca dos dormentes, os novos veículos poderão trafegar a até 70 quilômetros por hora.

"É a maior obra de mobilidade urbana que já foi realizada no estado, mas acredito que também seja a maior obra de alcance social", reforçou o secretário, que destaca a melhoria do transporte público como um todo. A estimativa dele é que toda a obra leve dois a três anos para ser concluída.

Projeto até Altos

Os trens usados no Metrô de Teresina não deve ir para o ferro velho. Guilhermano Pires adiantou na Rádio Cidade Verde que o Governo do Piauí trabalha com um projeto para que esses veículos sejam reformados e façam o transporte de veículos até Altos. A linha deve ser readequada e beneficiar cerca de 12 mil pessoas por dia, tanto do município vizinho como de povoados próximos, como a Taboca do Pau Ferrado. Todos fariam a conexão do VLT com os trens na estação Boa Esperança, zona Sudeste da capital.

Rodoanel

Na entrevista na Rádio, e também na TV Cidade Verde, o secretário reafirmou que faltam 600 metros para a conclusão do Rodoanel de Teresina. A previsão é que a obra seja entregue em outubro, mês no qual é comemorado o Dia do Piauí.


Governador Wellington anuncia mudanças no metrô de Teresina

16/08/2017Notícias do Setor       
O governador Wellington Dias (PT) afirmou nesta segunda-feira (14), mudanças no sistema ferroviário de Teresina com a aquisição de novos vagões para o metrô e reforma nas linhas. O governador explicou que o empréstimo que o governo conseguiu junto à Caixa Econômica Federal também será usado para investimentos nessa área.

“Já licitamos com a Caixa Econômica para o recebimento de Veículo Leve sobre Trilhos (VLTs), com o objetivo de modernizar os equipamentos e junto, já temos em conta recursos para fazer a modernização, tanto dos trilhos, como [construção] de outra via para dar maior velocidade e segurança, pois temos um trecho de veículos de carga junto com os que fazem transportes urbanos. Parabenizo a prefeitura de Teresina pelas ações na área da mobilidade urbana. Acredito que até o final deste ano teremos novidades”, explicou.

O secretário estadual de Transportes, Guilhermano Pires (PP), explicou que também serão feitas reformas nas estações do metrô e que acredita que a obra terá grande impacto na cidade de Teresina.

“Hoje assinaremos o contrato das compras dos VTLs para substituir os vagões do metrô e aí sim daremos início a maior obra de mobilidade urbana da história do estado que é a reforma do metrô de Teresina, a melhoria dos trilhos, duplicação deles, reforma de 8 estações e construção de mais quatro, então temos aí uma grande obra de impacto social, pois essa com certeza será maior obra de impacto urbano. Esperamos que no próximo semestre do ano que vem possamos substituir os antigos pelo VLTs. Também queremos até o final deste mês de setembro e começo de outubro dar início ao processo licitatório para reforma dos trilhos e estações”, disse.


14/08/2017 – GP1

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Cubatão quer integrar ônibus intermunicipais e VLT


16/08/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
Cubatão defende a integração das linhas intermunicipais de ônibus que saem dos bolsões e da Vila Esperança com o terminal Barreiros do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em São Vicente. A reivindicação foi apresentada pelo vice-prefeito, Pedro de Sá Filho (PTB), em reunião com dirigentes da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU), em Cubatão, na última semana.

O objetivo é facilitar o acesso de moradores dessa área a seus locais de trabalho e concentração de serviços, como o bairro do Gonzaga, em Santos.
Participaram do encontro o superintendente da Companhia Municipal de Trânsito (CMT) de Cubatão, Jefferson Cansou; o gerente regional da EMTU na Baixada Santista, Rogério Plácido das Neves; e o diretor de Transportes Públicos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos, Murilo Barletta.

Segundo Sá Filho, são necessárias alternativas para quem usa transporte chegar a todas as áreas de Santos mediante integração com o VLT e as linhas intermunicipais e municipais na Cidade. Ele também propõe diversificar as linhas intermunicipais e integrá-las para evitar mais congestionamentos no Município vizinho.

Por isso, defende a retomada do transporte ferroviário entre Cubatão e Santos. O que ocorreria com a reutilização do ramal que era usado pelas indústrias para levar trabalhadores entre as duas cidades.

“Temos condições de criar um sistema de transporte ferroviário muito bom. O VLT vir para cá é um projeto de longo prazo, mas temos que resolver a questão do transporte para um, dois, três anos, e pensar no VLT para daqui a oito anos, talvez, porque demora para ter projeto e recurso para construir”, alega. “Não podemos ficar esperando e colocar as pessoas em ônibus lotados”.


14/08/2017 – A Tribuna

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

VLT do Rio chega à Central da Brasil



VLT chega à Central do Brasil

Lá vai o bonde
O VLT Carioca está iniciando os testes do trecho Central do Brasil-Rodoviária, de 5 quilômetros, veja acima. A operação desse pedaço começa em outubro. Além de significar a conclusão da Linha 2 (Rodoviária-Praca XV), o trecho faz o bonde passar perto de estações de barcas, trem, metrô e pontos de ônibus. Depois disso, faltará apenas terminar a parte da Av. Marechal Floriano, a Linha 3, ligando a Central à Av. Rio Branco. Essa ficou para 2018. Vamos torcer, vamos cobrar
Foto: Divulgação

31/08/2017- O Globo

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Crise econômica tira passageiros de trem e metrô do Rio


21/07/2017 - EXTRA

A crise econômica, apontam concessionárias e especialistas, foi a responsável pela queda no número de passageiros dos trens e do metrô do Rio. Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre janeiro e junho de 2016, 90 milhões de pessoas usaram os trens. Nesse mesmo período de 2017, o número caiu para 79 milhões. Já o metrô teve uma queda de 122 milhões para 121 milhões — mesmo com a implantação da Linha 4, extensão da Linha 2 que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca.

— Como o Rio reduziu sua atividade econômica, é razoável que o transporte tenha reduzido também. Há uma correlação entre eles. Livros de transporte e economia falam que isso é um comportamento esperado — afirma o especialista em transportes e professor da Uerj Alexandre Rojas.

As concessionárias confirmam o diagnóstico. A SuperVia alegou que registrou diminuição de cerca de 100 mil passageiros por dia no primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado. Isso, ainda segundo a empresa, causou uma perda de R$ 100 milhões na receita.

Já o Metrô Rio afirmou que perdeu 15 mil passageiros por dia: “A entrada em operação das 5 novas estações da Linha 4, em setembro de 2016, compensou parte da redução”.


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Supervia é condenada a pagar R$ 500 mil por falhas na prestação dos serviços

Supervia é condenada a R$ 500mil por falhas na prestação dos serviçosSeverino Silva / Agência O Dia
Decisão levou em consideração diversos fatos de desrespeito aos usuários, como o risco de morte dos passageiros pela falta de segurança na circulação dos trens com as portas abertas
21/08/2017 17:49:24 - ATUALIZADA ÀS 21/08/2017 18:18:06
O DIA
Rio - O desembargador Marco Aurélio Bezerra de Melo, da 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), manteve parcialmente a sentença de primeira instância que condenou a Supervia a pagar multa de R$ 500 mil por dano moral coletivo, pelo reiterado descumprimento do Código de Defesa do Consumidor.
A decisão levou em consideração diversos fatos de desrespeito aos usuários, como o risco de morte dos passageiros pela falta de segurança na circulação dos trens com as portas abertas, o uso de truculência contra os usuários por parte dos funcionários da empresa entre outras falhas na prestação dos serviços.
A multa inicial era de R$1 milhão, mas o relator do processo excluiu parte da decisão de primeira instância que condenava a ré ao pagamento de mais R$ 500 mil por dano material coletivo, considerando que o valor final atende aos critérios da razoabilidade, proporcionalidade e pedagógico.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

ViaQuatro apresenta solução para vão entre o trem e a plataforma


17/08/2017Notícias do Setor ANPTrilhos         
Dispositivo feito de material totalmente reciclável, reduz em 50% o espaço entre o trem e a plataforma

Para garantir ainda mais segurança aos seus passageiros, a ViaQuatro, concessionária responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô, instalou um dispositivo que reduzir pela metade o vão que separa os trens e a plataforma em todas as suas estações.

Além de proporcionar mais conforto, segurança ao facilitar o embarque e desembarque dos passageiros, a implantação visa diminuir o número de objetos na via e colaborar com o meio ambiente.

Desenvolvido pela ViaQuatro, este é o primeiro dispositivo a utilizar material totalmente reciclável, de alta resistência e com pintura de proteção que atende as normas do Corpo de Bombeiros de São Paulo (Norma IT.10). Ao todo, 2.200 peças foram instaladas nas sete estações da Linha 4-Amarela, que transporta atualmente cerca de 700 mil usuários por dia útil.


Toda a ação segue em conformidade com os valores da concessionária de manter o respeito pelo indivíduo, pela vida e pela natureza.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Trem Intercidades será alterado para viabilizar início das obras



15/08/2017 - Gazeta de Taubaté

O estudo de viabilidade do Trem Intercidades, projeto para interligar o Vale do Paraíba às principais regiões metropolitanas de São Paulo, está em fase final de atualização e sofrerá mudanças para redução de custos.

O projeto será viabilizado por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada) de US$ 5,4 bilhões (R$ 17 bilhões). O Estado precisa entrar com US$ 1,8 bilhão (R$ 5,7 bilhões), dinheiro que hoje não existe nos cofres públicos.

Para resolver esse impasse, a EDLP (Estação da Luz Participações), responsável pelo estudo de viabilidade, entrega neste segundo semestre uma atualização do projeto original, concluído há cinco anos.

A ideia é propor que a empresa vencedora da licitação para o Trem Intercidades também explore uma das linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Dessa maneira, o Estado não precisaria dar R$ 5,7 bilhões.

Os detalhes da atualização do projeto foram apresentados em seminário sobre o tema na última sexta-feira, em Limeira. “Uma das hipóteses estudadas para reduzir o aporte [do Estado] é colocar o serviço prestado pela CPTM junto com o Trem Intercidades, que passaria a ter dois níveis de serviço: o transporte metropolitano, com diversas paradas e tarifa da CPTM, e o serviço intercidades, que é um trem expresso, com outro nível de serviço, menos paradas”, disse o diretor comercial da EDLP, Roberto Meira.

“Isso vai permitir uma redução no investimento. Em vez de fazer seis vias, como estávamos prevendo [duas já existem], a gente vai juntar CPTM e Trem Intercidades, possibilitando ter menos investimento em via permanente. Hoje, com tecnologia, você consegue operar diversos trens em poucas vias, com os pátios de cruzamento”, completou.

O projeto ferroviário vai interligar as regiões metropolitanas de Campinas, São Paulo, Vale do Paraíba, Sorocaba e Baixada Santista. Campinas foi escolhida para iniciar o projeto por ter maior demanda: 68.384 passageiros ao dia.

A RMVale vem em seguida, com 48.392 usuários ao dia. Baixada Santista (32.564) e Sorocaba (20.440) aparecem na sequência. O trecho do Vale, no entanto, será o último a ser concluído.

PRAZOS


A implantação do trem foi anunciada pelo Estado em novembro de 2012. Cinco anos depois, o projeto ainda está emperrado. A entrega deveria ocorrer em 2016. Em maio deste ano, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) viajou aos Estados Unidos para tentar vender o projeto a investidores.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Maringá quer VLT em lugar de BRT, e convida empresa francesa para analisar viabilidade


12/08/2017 - Diário do Transporte

A cidade de Maringá, localizada na região noroeste do Paraná, quer um VLT.Com mais de 400 mil habitantes, a terceira maior cidade do estado recebe nos próximos dias a visita de consultores de uma empresa francesa especializada em transporte ferroviário de carga e de passageiros.

A visita, ainda mantida em certo suspense, terá como objetivo uma análise prévia da viabilidade de implantação de um veículo leve sobre trilhos (VLT). A notícia da visita foi feita pelo secretário de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur, que não dá mais detalhes, nem o nome da empresa.

Na imprensa local o secretário apenas diz que a empresa “tem a maior expertise no mundo em projetos de engenharia nessa área”.

Purpur, que esteve em junho no Rio de Janeiro para conhecer o VLT Carioca, dá três motivos para justificar a opção pelo modal sobre trilhos em lugar de um BRT: ele é mais silencioso e não poluente (elétrico), mais amigável ao passageiro (circula ao nível da rua) e não interfere na paisagem urbana, o que pode estimular o uso do transporte coletivo.

O modelo carioca inspira as pretensões da cidade de se tornar a primeira do Sul do País a contar com essa modalidade de transporte.

De acordo com a secretaria, a primeira linha do VLT a ser construído em Maringá teria cerca de 8,5 km entre a Praça Geoffrey Wilde Diment e o antigo aeroporto. O prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), imagina VLT implantado em três anos.

Os motivos para tanta confiança são dados pelo secretário Gilberto Purpur: “temos todas as condições físicas para ter o VLT leste-oeste, topografia favorável, número de passageiros compatível com o projeto e sem precisar fazer desapropriações”, explica ele para o jornal da cidade.

O objetivo do estudo de viabilidade econômica será comprovar que o fluxo estimado de passageiros comporta o investimento. O secretário afirma que para o traçado pretendido a demanda de passageiros é muito parecida com o que se transporta no Rio, cujo VLT circula com 35 mil pessoas/dia. Maringá, garante Gilberto Purpur, transporta 27 mil passageiros/dia na linha leste-oeste, via Brasil, com um sistema deficiente.

O convite para a empresa francesa visitar a cidade – sem custos para os cofres públicos – não é ocasional. O fato de a França ser um país avançado no transporte de passageiros por VLT é uma aposta que inclui já a possibilidade de futuros investimentos. Caso o parecer dos consultores seja positivo aos estudos preliminares da prefeitura, esse seria um passo importante para captar recursos para o modal.

De acordo com a secretaria, a primeira linha do VLT teria cerca de 8,5 km entre a Praça Geoffrey Wilde Diment e o antigo aeroporto. “Estamos bem confiantes, porque temos todas as condições físicas para ter o VLT leste-oeste, topografia favorável, número de passageiros compatível com o projeto e sem precisar fazer desapropriações”, explica o secretário.

 VISITA AO VLT DO RIO DE JANEIRO FOI PROMOVIDA PELA ANPTRILHOS:

O Vice-Prefeito de Maringá, Edson Scabora, e o Secretário Municipal de Mobilidade Urbana, Gilberto Purpur visitaram o VLT do Rio de Janeiro em 22 de junho deste ano. Eles participaram de uma visita técnica organizada pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).

Além de Maringá, representantes das prefeituras de Sorocaba e Cubatão também participaram da visita ao VLT.

Segundo a ANPTrilhos, associação que trabalha pelo desenvolvimento do transporte de passageiros sobre trilhos, a visita teve como objetivo apresentar os principais benefícios e desafios para a implantação desse sistema nas cidades brasileiras.

Cubatão pleiteia a extensão do VLT da Baixada, operado pela EMTU, e Sorocaba já trabalha num modelo de projeto de implantação do modal através de uma PPP – Parceria Público Privada.




terça-feira, 15 de agosto de 2017

Santos estuda implantação de duas novas fases do VLT


30/07/2017 - A Tribuna

Santos assinou um termo de cooperação com a EMTU para iniciar estudos que podem viabilizar duas novas etapas de ampliação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na Cidade: a fase 3, para o modal trafegar da Avenida Conselheiro Nébias à Praia; e a fase 4, que levará passageiros da Conselheiro Nébias até a Ponta da Praia pela Avenida Afonso Pena.

Além disso, em 60 dias a Prefeitura quer entregar a documentação para que o Estado abra, até dezembro, licitação das obras da fase 2 – trecho entre a Conselheiro Nébias e o Valongo. A assinatura ocorreu na presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB), no sábado (29), durante cerimônia da Vila Criativa na Vila Progresso.

O diretor-presidente da EMTU, Joaquim Lopes, explicou que a parceria permite que a empresa, que é responsável pelo VLT, trabalhe em conjunto com a Prefeitura de Santos para desenvolver os projetos que são estritamente municipais.

“Como (nas fases 3 e 4) os deslocamentos serão de Santos para Santos, não podemos desenvolver isso. O protocolo de intenção assinado vai virar um convênio de cooperação técnica. Com ele, o prefeito solicita que se permita o trabalho em conjunto, para desenvolver o projeto. O documento pronto cria condições para que Santos se habilite para buscar recursos (para as obras)”, disse Lopes.

O prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) ressaltou que, apesar de a fase 2 não estar finalizada ainda, a ideia é garantir celeridade. “A segunda etapa está no processo final de licenciamento e a expectativa é que em 60 dias isso esteja concluído – o que vai possibilitar o Estado licitar ainda este ano para tirar (a obra) do papel. Aí, a gente tem a necessidade de pensar na expansão do modal dentro da Cidade. Por isso, a ideia da fase 3, que é a conexão com a Praia, e da fase 4, que é a conexão com a Ponta da Praia”.

Barbosa quer todo esse trâmite pronto para conseguir apoio financeiro dos governos federal e estadual. “Com os estudos feitos, projetos concluídos e valores atribuídos, poderemos dividir as competências em termos de recursos para executar as obras”.


quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Governo anuncia suspensão de negociação para retomada do VLT após operação


Vagões do VLT estão parados em Várzea Grande desde 2014; obra, que foi iniciada em 2012, segue sem prazo para ser concluída (Foto: Edson Rodrigues/Secopa)

Operação da Polícia Federal apura suposto esquema de pagamento de propina em obra orçada em mais de R$ 1 bilhão. Obra está parada desde dezembro de 2014.

Por Lislaine dos Anjos, G1 MT
09/08/2017 14h41  Atualizado há 1 hora

O governo estadual anunciou, nesta quarta-feira (9), a suspensão do diálogo que mantinha com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande para a retomada da obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que estão paradas por força de decisão judicial desde dezembro de 2014. A medida foi anunciada após a Polícia Federal deflagrar a Operação Descarrilho, contra fraudes na obra que já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos.
A operação investiga um suposto esquema de propina envolvendo representantes de empresas responsáveis pela obra e o desvio de verba por meio de empresas contratadas pelo Consórcio VLT.
Ao todo, são cumpridos 19 mandados, sendo um de condução coercitiva contra o ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo (Secopa), Maurício Guimarães, e 18 de busca e apreensão em Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.
Segundo o governo do estado, a decisão pela suspensão das negociações com o consórcio foi tomada acatando posicionamento da Secretaria de Cidades (Secid), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Controladoria Geral do Estado (CGE).
De acordo com a PF, a operação apura crimes de fraude em procedimentos licitatórios, associação criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais que teriam ocorrido durante a escolha do modal VLT e a execução da obra na capital mato-grossense, visando à Copa do Mundo de 2014.
A obra
Com R$ 1 bilhão já investido, a obra do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que deveria ter ficado pronta até junho de 2014, completou dois anos e sete meses parada.
Conforme o governo, o maior impasse é em relação ao custo para concluir o projeto. O estado diz já ter repassado R$ 1.066 bilhão às empresas e que o consórcio chegou a pedir mais R$ 1,2 bilhão para terminá-la. Inicialmente, esse projeto estava orçado em R$ 1,4 bilhão. Ou seja, a obra sairia pelo dobro do orçamento inicial.
No mês passado, o governo do estado e o Consórcio VLT pediram à Justiça Federal mais 30 dias para apresentarem uma nova proposta de acordo para a retomada das obras do VLT em Cuiabá e Várzea Grande. Os ministérios públicos Estadual e Federal já se manifestaram, por duas vezes, contrários ao acordo selado pelo governo e o consórcio construtor em março deste ano.
Entre os pontos de discordância também está o valor para a retomada das obras. De acordo com um estudo de uma empresa contratada pelo governo, seriam necessários R$ 922,7 milhões para a retomada da implantação.
O acordo para a retomada das obras do VLT precisa do parecer favorável dos MPs e da homologação da Justiça para ser colocado em prática. As obras estão paradas desde dezembro de 2014, por força de decisão judicial.


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Excesso de lixo nas linhas férreas aumenta riscos de acidentes e proliferação de insetos


Lixo nos trilhos – Foto: Divulgação/Trensurb

19/07/2017Notícias do Setor       
Um tema alheio à operação do transporte de passageiros tem sido preocupação constante das companhias metroferroviárias: o excesso de lixo nas linhas férreas. São resíduos que variam de itens domésticos a materiais de construção e até mesmo móveis. Para se ter uma ideia da relevância do problema, só a SuperVia, no Rio de Janeiro, que atua em cinco ramais ligando o centro da cidade ao subúrbio carioca, retira, em média, mil toneladas de lixo por mês da sua malha.

Em geral, o lixo é depositado por comunidades que vivem no entorno das linhas férreas. São famílias carentes que moram em invasões. Com isso, acabam utilizando as faixas de domínio como depósitos. “Eles jogam porque sabem que nós vamos recolher. Trata-se de uma questão cultural e de um círculo vicioso”, afirma o gerente de via permanente da SuperVia, Roberto Fisher. Segundo ele, é comum os moradores quebrarem os muros que separam as comunidades das ferrovias e criarem passagens clandestinas para despejo do lixo.

Diversos são os problemas causados pelo acúmulo desses resíduos nas linhas férreas. O principal é o risco de os trens colidirem com algum objeto de grande porte, aumentando, assim, a possibilidade de ocorrência de acidentes. A existência de insetos e roedores que, além de contribuírem para a proliferação de vetores de doenças, danificam equipamentos de sinalização, roem fios e acabam provocando curto-circuitos nos trilhos, esse é outro fator crítico. O excesso de lixo também compromete a drenagem em épocas de chuvas. “Os resíduos obstruem canaletas e bueiros que fazem o escoamento pluvial, o que acaba gerando acúmulo de água na ferrovia”, explica o gerente da SuperVia.

Apesar de todos os problemas gerados com o depósito, as empresas têm feito um trabalho permanente de retirada. A CBTU de Belo Horizonte, por exemplo, recolhe diariamente cerca de 1,5 tonelada de lixo ao longo de toda a via do metrô. A Metrofor, que opera duas linhas no metrô de Fortaleza, retira uma média de 300 toneladas de lixo por mês nos 43 km em que opera. Além disso, trabalha em um programa para diferentes destinações desses resíduos.

Campanhas

As operadoras metroferroviárias trabalham frequentemente em campanhas para que os moradores das comunidades próximas às ferrovias não despejem lixo nas linhas. São ações como entrega de panfletos nas estações e trens, palestras nas regiões que circundam os trilhos, instalação de lixeiras, placas de orientação ou construção de jardins, sempre com a participação da comunidade.

A reportagem completa está na edição mais recente da Revista CNT Transporte Atual. Clique aqui e leia a reportagem em PDF


18/07/2017 – Agência CNT de Notícias

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

As 50 cidades com a melhor mobilidade do país


O ranking Connected Smart Cities avaliou mais de 500 municípios brasileiros e listou os 50 melhores no quesito mobilidade e acessibilidade
Apesar das mudanças no projeto de ampliação de ciclovias imposto pela gestão João Doria, São Paulo foi eleita novamente como a melhor cidade brasileira em mobilidade urbana e acessibilidade.
A ressalva foi feita pela própria Urban Systems, que montou o ranking Connected Smart Cities. A presença de São Paulo no topo do ranking é justificado pela boa integração entre meios de transporte, mais de 400 km de extensão de ciclovias (que privilegiam o transporte não-poluente), ampla rede de metrô e trem, maior cobertura dos serviços de transporte compartilhado (aplicativos como Uber, 99 e Cabify, por exemplo), além das três rodoviárias e dois aeroportos.
A pontuação leva em consideração oito critérios: proporção entre ônibus e automóveis; idade média da frota dos meios de transporte públicos; quantidade de ônibus por habitante; variedade dos meios de transporte; extensão de ciclovias; rampas para cadeirantes (acessibilidade); número de voos semanais (conectividade com outras cidades); e transporte rodoviário.
Todos os quatro primeiros lugares do ranking repetiram as posições do ano passado: São Paulo (SP), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).
Um destaque foi a cidade de Curvelo, em Minas Gerais, que não entrou nem no ranking das 50 melhores no ano passado mas já apareceu em 10º lugar em 2017.
Segundo a Urban Systems, a proporção de ônibus por automóvel na cidade é grande (98 ônibus para cada carro particular), bem como a de ônibus por habitante (21 para cada mil pessoas).
Curvelo ainda não tem aeroporto, mas o governo estadual já anunciou um projeto de integração, que prevê a construção de um terminal na cidade (e em outros 11 municípios), o que vai melhorar a conectividade.
Veja o ranking completo das 50 cidades mais acessíveis do Brasil:

2017
2016
Município
Pontuação
1
São Paulo (SP)
3,381
Brasília (DF)
3,32
Rio de Janeiro (RJ)
3,195
Curitiba (PR)
2,285
Belo Horizonte (MG)
2,243
10º
Fortaleza (CE)
2,007
27º
Salvador (BA)
1,94
Porto Alegre (RS)
1,915
22º
Recife (PE)
1,758
10º
Curvelo (MG)
1,723
11º
11º
Teresina (PI)
1,7
12º
16º
São Caetano do Sul (SP)
1,659
13º
Guarulhos (SP)
1,647
14º
Moju (PA)
1,628
15º
37º
Nilópolis (RJ)
1,61
16º
18º
Valinhos (SP)
1,568
17º
Campinas (SP)
1,561
18º
Lauro de Freitas (BA)
1,533
19º
23º
Osasco (SP)
1,527
20º
Goiânia (GO)
1,527
21º
Parauapebas (PA)
1,517
22º
João Pessoa (PB)
1,516
23º
Maceió (AL)
1,484
24º
Barcarena (PA)
1,465
25º
Barueri (SP)
1,45
26º
12º
Balneário Camboriú (SC)
1,44
27º
43º
Mauá (SP)
1,43
28º
Caieiras (SP)
1,421
29º
Natal (RN)
1,415
30º
21º
Vitória (ES)
1,404
31º
Parnamirim (RN)
1,4
32º
Contagem (MG)
1,398
33º
Várzea Paulista (SP)
1,397
34º
26º
Jundiaí (SP)
1,396
35º
Tobias Barreto (SE)
1,364
36º
40º
Palmas (TO)
1,36
37º
Juazeiro do Norte (CE)
1,359
38º
Altamira (PA)
1,352
39º
São João de Meriti (RJ)
1,349
40º
Ribeirão Pires (SP)
1,339
41º
Manicoré (AM)
1,323
42º
Poá (SP)
1,31
43º
Simões Filho (BA)
1,303
44º
Rio Largo (AL)
1,29
45º
Surubim (PE)
1,286
46º
Suzano (SP)
1,28
47º
Esteio (RS)
1,279
48º
Crato (CE)
1,271
49º
39º
Aracaju (SE)
1,267
50º
Acará (PA)
1,261
02/07/2017 – Revista Exame